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17 de dezembro de 2009

GLOSA



Glosa

A vida faz-se a lutar
P’lo direito mais profundo
De se poder alcançar
O amor e a paz no mundo.
(Jorge Marques – Portugal)


Sou Poeta! A minha Lira
Faz parte do meu trabalho.
A rima é meu agasalho
O poema é minha pira.
Tudo na vida me inspira:
Uma noite de luar,
Um coração para amar,
Mar achar o Paraíso
Ouça bem o meu aviso:
A vida faz-se a lutar!

Mas o mundo não compreende
De Deus as Suas vontades...
Busca achar amenidades,
Na vida vai – qual duende...
Somente o Poeta entende
Os caminhos deste mundo,
E cada vez mais fecundo
Engasta a rima ao seu verso,
Luta junto ao Universo
P’lo direito mais profundo!

O Poeta cria o canto,
Solta a voz – se faz Profeta!
Faz da paz – a sua meta,
Faz do amor – o seu encanto.
Jamais aproveita o pranto
Para a glória conquistar;
O que pode agasalhar
Prende em áureo diadema.
Eis a glória do Poema
De se poder alcançar!

Assim o Poeta, à vida,
Erige seu Monumento,
Na melodia do vento
Esparge a essência florida...
Mesmo tendo a alma ferida,
Jamais se vê moribundo.
O seu desejo vai fundo
Pois o Poeta só sonha
A ter na estrada risonha:
O amor e a paz no mundo!

15.04.2001


Glosa

Das línguas todas da Terra
Só uma é universal.
Ouço-a no mar; e na serra...
Ouço-a cantar Portugal!
(José Francisco Rodrigues)


Quero encontrar em meu canto
A forma exata e correta
Para, na arte de Poeta,
Ao meu verso dar um manto
Que tenha fulgor e encanto...
Tal desejo em mim encerra
E o eco em minh’alma berra,
Portanto minha mensagem
Da Palavra tem a imagem
Das línguas todas da Terra.

Perguntam-me: – Qual o idioma
Que tu, Poeta, nos falas?
Que áurea harmonia trescalas
No mais suavíssimo aroma?
Está n’alguma redoma
Este canto celestial?
Em qual país afinal
Existe formosa lavra?
Se tem ouro na Palavra:
Só uma é universal!

– Conheço as línguas latinas
Em todas as suas formas,
Decifro até suas normas
Em constantes sabatinas.
Mas tu, Poeta, iluminas
Todos os cantos da terra
Com este canto que encerra
Amor, encanto, ternura...
E tua voz que fulgura
Ouço-a no mar; e na serra...

– José Francisco Rodrigues
Já nos disse numa trova
E a Palavra não é nova...
– Meu amigo, não me obrigues
Também comigo não brigues;
Este canto é natural,
Foi de Pessoa e Quental,
Camões já o pôs em seu verso
E ao ecoar no Universo
Ouço-a cantar Portugal!

15.02.2001

Glosa

E eu vou sozinho, pensando
Em teu amor, a sonhar,
No ouvido e no olhar levando
Tua voz e teu olhar.
(Olavo Bilac)

Noite alta. O luar prateia
Da cidade cada rua.
Minha alma vagueia nua,
Devaneia, devaneia.
A lua fulgura cheia,
Todo o céu está brilhando.
Passa um vento leve, brando,
E solitário caminho.
Como sempre vou sozinho
E eu vou sozinho, pensando...

Ela invade a minha mente.
Por que penso tanto nela?
Por acaso não sabe Ela
Que a minha alma tanto sente
A sua ausência fremente
Nesta noite de luar?
Ando sozinho a vagar
Em febre a mente é uma ilha.
E o pensamento fervilha
Em teu amor, a sonhar.

Por sob o luar de prata
Cintilam milhões de estrelas.
Extasiado fico a vê-las
Pensando em quem me maltrata.
Ouço ao longe a serenata
E dois violões tocando.
Ai, até quando, até quando
Viverei com tal miragem?
Já que sigo na viagem
No ouvido e no olhar levando?

Tão doce lembrança invade
Meu coração num momento.
E eu esparjo pelo vento,
Pelas ruas da cidade,
Que estou morto de saudade
Pois estou a carregar
Em cada instante a sonhar,
Teu olhar e teu sorriso,
E ouvir e sentir preciso,
Tua voz e teu olhar.

27.02.2008


Glosa

A mulher do Alentejo
Leva mais longe a razão
Nas canseiras, em sobejo
Constroi direitos e pão.
(Quadra portuguesa)



Mulheres de todo o mundo
E de todos os lugares,
Dentro de vossos sonhares
Brilham num sonho fecundo.
E nesse sonho profundo
Mais aflora o meu desejo
Se elas merecem um beijo
Em tal sonho ardo e deliro.
Pois em meu sonho suspiro
A Mulher de Alentejo.

Essa mulher tão bonita
Tão ponderada e sincera,
Tem no olhar a primavera
De maneira que acredita
Que a esperança é-lhe infinita.
De encantos seu coração
Modula eterna canção
Eu dela tão longe vivo
Que o pensamento cativo
Leva mais longe a razão.


Procuro-a em sonhos floridos
E a minh’alma não se cansa
De ter tamanha esperança.
Dentro dos dias vividos
Trago sonhos coloridos
E o sonho o amor por ensejo
Mas pelo mundo só vejo
Que nos rumos onde sigo
Nos ombros segue comigo
Nas canseiras, em sobejo.

Essa mulher caridosa
Faz do amor a sua prece,
Por isso, por Deus merece
Ter as pétalas de rosa
Na estrada maravilhosa
Onde for seu coração.
Essa mulher, que emoção,
Inspira agora o meu verso
E nas fímbrias do Universo
Constroi direitos e pão.

14.03.2002


Glosa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
(Fernando Pessoa)



O poeta nesta vida
Do prazer tece uma lira.
Cria um mundo de mentira
Sonha a esperança perdida.
Longa é a estrada percorrida
Para encontrar um amor.
Mas encanta-se com a flor
Pendida num tênue galho
E ao prometer-lhe agasalho,
O poeta é um fingidor.

À flor faz ele uma crença
E se mostra apaixonado.
O mundo deixa de lado
Para ter a recompensa
Da ternura mais imensa
De tudo o que em glórias sente.
Contudo o poeta mente
Pois mentir é sua glória.
Ao lembrar tão bela história
Finge tão completamente.


A flor que não tinha dono
E perfumava o caminho,
Foi arrancada do ninho
– Primavera fez-se outono.
E o poeta no abandono
Da flor roubou o frescor.
Deixou-a no chão sem cor
E agora demonstra ao mundo
O seu delírio profundo,
Que chega a fingir que é dor.

E o poeta entristecido
Junta no chão os gravetos,
Constroi amargos sonetos
Do sonho vê-se perdido.
E seu pranto derretido
Rega no chão a semente
Que nascendo novamente
Traz ao poeta alegria,
E ele diz numa poesia
A dor que deveras sente.

31.01.2008


Ésio Antonio Pezzato


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