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9 de abril de 2010

CAMINHEIRO - TEMPO DE COLHEITA



Caminheiro

Sou na vida um eterno caminhante
Que em sopros de silêncio segue só.
As vezes faço do Judeu errante
Que tem da estrada, por capote, o pó.

Sei bem que existem flores no caminho
E pássaros em ternos madrigais.
É minha a escolha de seguir sozinho
Sem querer companhia de outros mais.

A solidão, portanto vai comigo,
E sigo sem saber aonde chegar.
Bem sei que existe além um porto antigo
Mas desconheço o rumo para o mar.

Sigo andando por vales e por serras.
Um mapa-múndi – tenho em cada mão.
Mas vou pisando as mais estranhas terras
E ao sonho de parar eu digo não.

Se, ouço a distância sons de burburinho,
Procuro atalhos para prosseguir.
Aos passos sempre invento algum caminho
Sem nunca adivinhar o que há por vir.

Quando o sol do cortejo atroz descansa
E acendem lamparinas pelo céu,
Reavivo n’alma sonhos de criança
– Relembro um venho sonho que morreu.

Adormeço entre ramas de folhagem
E o silêncio da noite é salutar.
Amanhece e prossigo enfim a viagem
Pois minha sina é sempre caminhar.

Ando em silêncio, às vezes assobio
Uma canção que faz parte de mim.
Mas logo me distraio em desvario
E a canção que iniciei nem chega ao fim.

É bem provável que o estar só me faça
Romântico Poeta sonhador.
Mas não existe sentimento ou graça
Ao solitário que procura amor.

A longa caminhada nunca finda
E os caminhos também nunca têm fim.
Há sempre um passo por se dar ainda,
Há sempre um não que vem antes do sim.

Por isso vou andando, andando, andando,
Em busca da ilusão que me seduz.
Quem sabe exista além um sol brilhando
E um coração a me inundar de luz.

Ou pode ser que eu pare a caminhada
E um outro amor que vive a divagar
Possa enfim numa velha encruzilhada
Ao meu amor, amor vir ofertar.

Pois quem tanto procura distraído
Em seus delírios a prisão do amor,
Pode muito viver sem ter vivido,
Pode muito sofrer sem sentir dor.

Portanto paro a caminhada errante
Nem procuro o que penso que perdi.
Mas eis que chega num divino instante,
Quem busquei ao prender os pés aqui.

23.06.2004




Esio Antonio Pezzato

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