Balada da Chuva
Choveu. Choveu o dia inteiro.
A chuva era miúda e fria.
Não era, não, forte aguaceiro
Mas era a chuva da agonia,
Que lentamente, lentamente,
Traz solidão e em harmonia
Invade e molha a alma da gente
Numa sem fim melancolia.
Choveu. Meu sonho aventureiro
Olhava a tarde ampla e vazia.
Mais parecia um marinheiro
Num alto mar de calmaria.
Mas a enxurrada – ela somente,
No frio chão, fugaz, corria
Numa cadência inconsequente,
Numa sem fim melancolia.
Choveu. Meu coração – braseiro
Do frio ingente me aquecia.
Mesmo no sonho sorrateiro,
Deu-me calor – como magia.
E ele aqueceu a minha mente
Trouxe-me o amor todo poesia,
Matou a angústia atra e gemente
Numa sem fim melancolia.
Oferta:
Mas foi-se a chuva num repente,
Rebrilha o sol de um novo dia.
A solidão vai à corrente
Numa sem fim melancolia.
07.04.2008
Choveu. Choveu o dia inteiro.
A chuva era miúda e fria.
Não era, não, forte aguaceiro
Mas era a chuva da agonia,
Que lentamente, lentamente,
Traz solidão e em harmonia
Invade e molha a alma da gente
Numa sem fim melancolia.
Choveu. Meu sonho aventureiro
Olhava a tarde ampla e vazia.
Mais parecia um marinheiro
Num alto mar de calmaria.
Mas a enxurrada – ela somente,
No frio chão, fugaz, corria
Numa cadência inconsequente,
Numa sem fim melancolia.
Choveu. Meu coração – braseiro
Do frio ingente me aquecia.
Mesmo no sonho sorrateiro,
Deu-me calor – como magia.
E ele aqueceu a minha mente
Trouxe-me o amor todo poesia,
Matou a angústia atra e gemente
Numa sem fim melancolia.
Oferta:
Mas foi-se a chuva num repente,
Rebrilha o sol de um novo dia.
A solidão vai à corrente
Numa sem fim melancolia.
07.04.2008
Ésio Antonio Pezzato














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