Inverno
A passos largos se aproxima o Inverno
Trazendo neve aos fios de cabelos.
Sonhos mudam-se em feros pesadelos,
E o crepúsculo surge sempiterno.
A fulgor que sonhava ser eterno
Impossível clamar em mil apelos.
A cerzi-lo me faltam os novelos
Lã para agasalhá-lo em sonho terno.
O passado é uma estrada ampla e comprida,
Das flores a Estação não tem atalho
E a esperança não brilha mais florida.
Do tempo que me resta me agasalho,
E a contemplar no espelho a minha vida,
Reflito-te num pálido espantalho.
02.04.2008
A passos largos se aproxima o Inverno
Trazendo neve aos fios de cabelos.
Sonhos mudam-se em feros pesadelos,
E o crepúsculo surge sempiterno.
A fulgor que sonhava ser eterno
Impossível clamar em mil apelos.
A cerzi-lo me faltam os novelos
Lã para agasalhá-lo em sonho terno.
O passado é uma estrada ampla e comprida,
Das flores a Estação não tem atalho
E a esperança não brilha mais florida.
Do tempo que me resta me agasalho,
E a contemplar no espelho a minha vida,
Reflito-te num pálido espantalho.
02.04.2008
Ésio Antonio Pezzato














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