A Saudade
A saudade é um cometa peregrino
Que vive a navegar na órbita imensa.
Caminha pelo espaço sem destino
Surgindo, às vezes, em fugaz presença.
Às vezes brilha de maneira intensa
Provocando pavor e desatino.
E o coração, numa sentida crença
Qual da ermida badala um brônzeo sino.
Mas a saudade mil ações provoca,
– Fera ferida entranha-se na toca
E o coração explode numa lira.
Porém, como o cometa vai-se embora,
E ao vir do sol em fulgurante aurora,
Ele mostra seu rastro de mentira.
29.03.2008
A saudade é um cometa peregrino
Que vive a navegar na órbita imensa.
Caminha pelo espaço sem destino
Surgindo, às vezes, em fugaz presença.
Às vezes brilha de maneira intensa
Provocando pavor e desatino.
E o coração, numa sentida crença
Qual da ermida badala um brônzeo sino.
Mas a saudade mil ações provoca,
– Fera ferida entranha-se na toca
E o coração explode numa lira.
Porém, como o cometa vai-se embora,
E ao vir do sol em fulgurante aurora,
Ele mostra seu rastro de mentira.
29.03.2008
Ésio Antonio Pezzato














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