Soneto
Caminha a Humanidade em seu labor diário
A procurar na vida o pão de cada dia.
E essa escalada insana é um lúgubre Calvário
Onde tantos, com fé, tombam nessa agonia.
Nada vale o trabalho heróico e extraordinário!
E inútil é suor de tamanha porfia.
Ao fim de tanta luta inexiste salário
E tudo se transforma em negra alegoria.
Funesto e triste olhar e delírio constante;
Trôpego o Homem caminha e com seu passo errante
O ódio em seu coração palpita, pulsa, medra.
E ao término de tanto engodo e ímpia injustiça,
De joelhos eis que cai sob a força submissa
E fica a idolatrar seus ídolos de pedra.
03.03.2004
Caminha a Humanidade em seu labor diário
A procurar na vida o pão de cada dia.
E essa escalada insana é um lúgubre Calvário
Onde tantos, com fé, tombam nessa agonia.
Nada vale o trabalho heróico e extraordinário!
E inútil é suor de tamanha porfia.
Ao fim de tanta luta inexiste salário
E tudo se transforma em negra alegoria.
Funesto e triste olhar e delírio constante;
Trôpego o Homem caminha e com seu passo errante
O ódio em seu coração palpita, pulsa, medra.
E ao término de tanto engodo e ímpia injustiça,
De joelhos eis que cai sob a força submissa
E fica a idolatrar seus ídolos de pedra.
03.03.2004
Esio Antonio Pezzato
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