Estribilho
A vida se repete dia a dia,
Dentro de seu refrão imaginário.
É o repetido canto de um canário
Na gaiola boleada que o asfixia.
O talvez do amanhã ainda é vário
E o de hoje já perdeu a fantasia.
Apenas a memória tem valia
Ao cárcere perpétuo – mas diário.
O que se fala, pensa, escreve, trama,
Às vezes, pode ser que vire poeira,
Ou seja consumido pela chama.
E tal repetição é passageira,
Pois o ato chega ao fim, não há mais drama
E a própria vida se desfaz inteira.
12.02.2001
A vida se repete dia a dia,
Dentro de seu refrão imaginário.
É o repetido canto de um canário
Na gaiola boleada que o asfixia.
O talvez do amanhã ainda é vário
E o de hoje já perdeu a fantasia.
Apenas a memória tem valia
Ao cárcere perpétuo – mas diário.
O que se fala, pensa, escreve, trama,
Às vezes, pode ser que vire poeira,
Ou seja consumido pela chama.
E tal repetição é passageira,
Pois o ato chega ao fim, não há mais drama
E a própria vida se desfaz inteira.
12.02.2001
Esio Antonio Pezzato
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