Pessimismo
Atrapalhado vou catando os cacos
Das minhas esperanças. Ser poeta
Faz que a tristeza seja mais concreta
E os sonhos – de ilusão – se tornem fracos.
A alma sempre caminha irrequieta
E os olhos, ao prazer, estão opacos...
Nos atalhos, desvio dos buracos
Para chegar de forma mais discreta.
Inofensivo a ataques e conchavos,
Busco sempre o trabalho dos escravos,
Para alcançar em luz a liberdade.
Mas sempre a perseguir-me o pessimismo:
Os pés caminham margeando abismo
E, frente ao sonho, sempre existe a grade.
17.04.2001
Atrapalhado vou catando os cacos
Das minhas esperanças. Ser poeta
Faz que a tristeza seja mais concreta
E os sonhos – de ilusão – se tornem fracos.
A alma sempre caminha irrequieta
E os olhos, ao prazer, estão opacos...
Nos atalhos, desvio dos buracos
Para chegar de forma mais discreta.
Inofensivo a ataques e conchavos,
Busco sempre o trabalho dos escravos,
Para alcançar em luz a liberdade.
Mas sempre a perseguir-me o pessimismo:
Os pés caminham margeando abismo
E, frente ao sonho, sempre existe a grade.
17.04.2001
Esio Antonio Pezzato
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