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10 de maio de 2010

INSÔNIA




Insônia

Insônia! Insônia! Insônia! O desespero infando
Que entra em meu corpo e não permite vir o sono...
Desespero fatal! – fico acordando quando
As pessoas estão em plácido abandono.
Latem errantes cães pela rua deserta...
Monótono, o relógio, em seu bater eterno,
Traz as horas sem fim... em vão, sob a coberta,
Não consigo dormir... E a insônia é meu inferno.
Trabalha o pensamento... em coisas chulas pensa...
Levanto-me da cama e vou olhar a rua.
Silêncio e solidão... esbranquiçada e densa
A bruma, num valsar, mostra e me esconde a lua.
Um livro para ler é companheiro amigo
Para o sono chegar... Trinta páginas leio!
Emboscada fatal! Assassinos! Perigo!
À trama do romance eu me pego em anseio...
Outro cigarro acendo... Ininterruptamente
Fico olhando a fumaça a boiar, e vou vendo
A luz de meu passado a brilhar no presente;
E imperturbavelmente, ouro cigarro acendo!
As mulheres que amei vem-me fazer visita...
Não chega o sono e então acendo outro cigarro...
A fumaça flutua efêmera, esquisita...
De súbito o pavor... Em fantasmas me agarro...
Quatro horas da manhã... A insônia me acompanha;
Parece que dormi por séculos seguidos!
Sou capaz de subir e descer a montanha
Andando sempre a pé, com passos decididos!
Do cigarro a fumaça evola-se, enche o quarto,
Parece até que a névoa entrou em minha casa.
Sozinho! Com ninguém minhas dores reparto,
No peito o coração arruiva como brasa.
Na rua um gato mia... Um cão em seu encalço!
Noturno, o vento agride as flores do arvoredo...
Divaga a fantasia... O pensamento é falso,
Por instantes reais, da insônia sinto medo.
Na sala, o carrilhão marca mais um quadrante...
O sono não me vem e eu aproveito e escrevo...
(Se eu tivesse ao meu lado a apaixonada amante,
A insônia até seria um momento de enlevo!)
Como é tarde! Oh, Morpheu! Aqueça-me em teu colo;
As pálpebras me cerra... Eu preciso de sono.
Mas angústia fatal! Aumenta o desconsolo!
Amanhece e eis que estou em pálido abandono!...



16.07.1993



Esio Antonio Pezzato

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