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10 de junho de 2010

VIAGEM POÉTICA




Viagem Poética


Se eu morresse amanhã, como Azevedo,
Talvez Varela me fizesse um cântico,
E Casimiro, com amor e medo,
Também dissesse que minh’alma é triste.
E se Tereza me dissesse adeus,
Castro Alves cantaria a minha dor,
E num poema de teor romântico,
Com mágoas cantaria o meu amor.

Com brancos sonhos alvos e diáfanos
Canto a simbologia em Cruz e Souza
E Alphonsus me oferece um Kyrie Eleinson
Enquanto faz Ismália enlouquecer.
Porém, Augusto, com seus versos íntimos,
Numa psicologia de vencido
Canta a tragicidade e canta o horror.

Tropeço numa pedra colocada
Propositadamente no meu verso,
Enquanto que Drummond, todo mineiro,
Com José dança valsas vienenses...
Bandeira – libertino e sempre tísico,
Para o esculápio fala – trinta e três!
E montado na estrela da manhã
Viaja para as praias de Pasárgada.

Além mar, nas pessoas de Pessoa,
Álvaro para mim guarda rebanhos,
E entre bairros modernos eu passeio
De braços dados com Cesário verde,
Com sentimentos de um ocidental.

Só, sempre só, lamento-me com Nobre,
Mas com Guerra Junqueiro caço melros
E à amada musa cedo um mês de férias.
Porém, com João de Deus canto o lirismo,
Andando no arredor de Nazaré.

Bilac ouve as estrelas lacteanas,
Raimundo sofre de algum mal secreto,
Vicente escandaloso canta o mar,
Alberto vinga-se batendo a porta,
E Menotti costura as suas máscaras
Na alegre arlequinada de Martins.

Numa tripa de terra jaz Neruda
Após cantar canções desesperadas;
Enquanto Thiago canta em seu escuro,
Guilherme olha o relógio e dança as horas.

Cervantes diz que sou um D. Quixote
E monto em meu cavalo Rocinante,
Com moinhos de vento me debato
Para ganhar o amor de Dulcinéia.

Canto a Rimbaud vogais de várias cores,
De Stechetti meus versos ficam póstumos,
No cárcere de Reading, junto a Wilde,
Passamos solitárias noites juntos.

Com Kipling minha vida é eterno se...
E não se faz completa a realidade
Sem as ternas canções de Lamartine.

Debato-me na dúvida de séculos:
– Ser ou não ser! – porém, outra é a questão...
O meu reino darei por um cavalo!
E com William, nas ruas de Verona,
Serei Romeu em busca de Julieta.

Com Laurindo do tempo tomo conta
E junto a Jorge sigo pelas ruas
Para acender milhares de lampiões.
Porém, com João Cabral de Mello Neto,
Morro de morte e vida Severina.

Lorca me ensina uma canção sonâmbula,
E eu quero o verde que te quero verde;
E junto de Leoni em serenata,
Vibra o céu numa luz mediterrânea.

Machado canta em versos de falenas
E um círculo vicioso me oferece,
Ao qual procuro, sobretudo amar,
Para depois sofrer, amar, sofrer...

Na agonia de todos os sentidos
Enforco-me com Mário Sá-Carneiro.
Antes, porém, releio com Gustavo
Os versos de seu Último Evangelho.

No alto mar absoluto de Cecília
Da inconfidência fico romanceiro.
Porém, numa canção trágica e triste,
Volto com minhas duas mãos quebradas!
Não sendo triste e alegre muito menos,
Contudo, sendo apenas – um Poeta!

Libidinoso, bêbado constante,
Poe triste canta corvos e a Lenora
Soluça negramente:– never more!
Milton no paraíso vai perdido
Enquanto Dante ri numa comédia.

Com Olegário vou ouvir cigarras
Com Vitti vou viver de alma desnuda.
No mar de inolvidáveis pensamentos
Fico a ouvir os noturnos de Villalba,
Enquanto aprendo junto a Carla Ceres,
A deixar meu soneto decomposto.

Camões salva no mar um Livro a nado!
Bocage ri do mundo e ri de todos!
Hugo canta em baladas e romances
Os miseráveis sonhos da esperança!

Eu nos sertões de Euclides ardo e queimo,
Porém, pasto nos campos de Gonzaga.
Me sei Dirceu para beijar Marília,
Até cair no mar em Moçambique.

Com Gullar meu poema fica sujo,
Com Bomfim minha praia é de sonetos.
E até acredito que Vinícius vive
Numa imortalidade que perdura.

Vou caçar papagaios com Cassiano,
Com Andrade vou ser Macunaíma,
E no concreto puro destes Campos,
Sedimento de vez minha Poesia!

16.01.1995


Esio Antonio Pezzato

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