Existência vadia
A vida é muito curta e nós, em nossos vícios,
Buscamos diminuí-la ainda mais em ânsias,
E desejos sem fim e tramando artifícios,
Para nos enganar misturando fragrâncias.
Muitas vezes, em vão, fazemos sacrifícios
Magoando nosso corpo, encurtando distâncias
Do tempo de repouso, acumulando ofícios
E trabalhos sem fim nas noites de inconstâncias...
E pouco nos importa a beleza do Ocaso,
Uma flor renascendo em paupérrimo vaso,
Ou num riso qualquer de uma coisa engraçada.
Buscamos com pavor acumular mais ouro,
Sem buscar compreender que esse nosso tesouro,
Na hora da extrema-unção vai servir para nada.
10.07.2010
A vida é muito curta e nós, em nossos vícios,
Buscamos diminuí-la ainda mais em ânsias,
E desejos sem fim e tramando artifícios,
Para nos enganar misturando fragrâncias.
Muitas vezes, em vão, fazemos sacrifícios
Magoando nosso corpo, encurtando distâncias
Do tempo de repouso, acumulando ofícios
E trabalhos sem fim nas noites de inconstâncias...
E pouco nos importa a beleza do Ocaso,
Uma flor renascendo em paupérrimo vaso,
Ou num riso qualquer de uma coisa engraçada.
Buscamos com pavor acumular mais ouro,
Sem buscar compreender que esse nosso tesouro,
Na hora da extrema-unção vai servir para nada.
10.07.2010
Esio Antonio Pezzato














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