Balada da Poesia
A Poesia que está dentro de mim,
Tem vida própria: pulsa, vibra, canta.
Em cada verso a rima é régia manta,
Bordada com brocados em cetim.
Teve início, porém, jamais tem fim
A ânsia de extravasar-me em harmonia.
E canto, dia e noite e noite e dia
Esta paixão que me consome a vida.
Já se faz longa a estrada percorrida,
Pois eu vivo nos braços da Poesia!
Criança eterna, sou papa-capim
Com trinado afiado na garganta.
E canto em qualquer galho, em qualquer planta,
E a estrofe – tico-tico num flautim –
Fica a insistir que a vida é assim, assim...
Eu transmudo essa doce melodia
Num poema que feito, a alma inebria.
Esta paixão sublime, colorida,
Faz que a Esperança viva mais florida,
Pois eu vivo nos braços da Poesia!
Ouço, às vezes, na mata, algum sem-fim
E ele me diz numa ternura santa,
Que esta vida é de fato sacrossanta.
Também, molhando as flores no jardim,
As ramas perfumadas do jasmim
Pintam a primavera que anuncia
Mudando o inverno em mágica alquimia.
E esta paixão divina e tão sentida,
Multiplica meus sonhos sem guarida,
Pois eu vivo nos braços da Poesia!
Envio:
Ouço do céu sublime melodia!
É a voz de Deus que tange em sinfonia!
Mas que, com meu amor sempre divida
Essa estrada de luz a ser seguida,
Pois eu vivo nos braços da Poesia!
28.03.2008
A Poesia que está dentro de mim,
Tem vida própria: pulsa, vibra, canta.
Em cada verso a rima é régia manta,
Bordada com brocados em cetim.
Teve início, porém, jamais tem fim
A ânsia de extravasar-me em harmonia.
E canto, dia e noite e noite e dia
Esta paixão que me consome a vida.
Já se faz longa a estrada percorrida,
Pois eu vivo nos braços da Poesia!
Criança eterna, sou papa-capim
Com trinado afiado na garganta.
E canto em qualquer galho, em qualquer planta,
E a estrofe – tico-tico num flautim –
Fica a insistir que a vida é assim, assim...
Eu transmudo essa doce melodia
Num poema que feito, a alma inebria.
Esta paixão sublime, colorida,
Faz que a Esperança viva mais florida,
Pois eu vivo nos braços da Poesia!
Ouço, às vezes, na mata, algum sem-fim
E ele me diz numa ternura santa,
Que esta vida é de fato sacrossanta.
Também, molhando as flores no jardim,
As ramas perfumadas do jasmim
Pintam a primavera que anuncia
Mudando o inverno em mágica alquimia.
E esta paixão divina e tão sentida,
Multiplica meus sonhos sem guarida,
Pois eu vivo nos braços da Poesia!
Envio:
Ouço do céu sublime melodia!
É a voz de Deus que tange em sinfonia!
Mas que, com meu amor sempre divida
Essa estrada de luz a ser seguida,
Pois eu vivo nos braços da Poesia!
28.03.2008
Ésio Antonio Pezzato














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