Balada dos Sonhos
Sonhos existem para ser sonhados
E se tornarem realidade um dia.
Enquanto sonho, vivo de poesia,
E vivo de tais sonhos tão dourados.
Os meus caminhos amplos e azulados
São pinturas de sonhos coloridos.
Espectros de desejos não vividos
Esperas e ilusões que vão à frente.
A realidade é fria, o sonho é quente,
Que nossos corações deixam feridos.
Outrora os sonhos eram esperados
No fulgor resplendente da magia.
E a contá-los, a voz, em harmonia,
Tinha timbres e tons aveludados.
Brilharam d’alma os olhos inspirados,
Em desejos de luz irreprimidos.
Os rumos a seguir eram floridos
E nos acalentava o sonho ardente.
Mas sinto que na vida tudo mente,
Que nossos corações deixam feridos.
Na jornada da vida os passos dados
Foram passos de angústia e de agonia.
A vida – uma esperança fugidia,
Os sonhos – desesperos aloucados.
Os fardos do martírio eram pesados,
E os desejos tornaram-se corroídos.
A céu aberto os cantos tão sofridos.
Foram sonhos e esperas simplesmente,
Plantando a solidão sua semente
Que nossos corações deixam feridos.
Envio:
Da batalha saímos nós feridos,
Derrotados ficamos mais perdidos.
Os sonhos foram sonhos, tão-somente,
Trazemos n’alma um sonho displicente,
Que nossos corações deixam feridos.
31.03.2008
Sonhos existem para ser sonhados
E se tornarem realidade um dia.
Enquanto sonho, vivo de poesia,
E vivo de tais sonhos tão dourados.
Os meus caminhos amplos e azulados
São pinturas de sonhos coloridos.
Espectros de desejos não vividos
Esperas e ilusões que vão à frente.
A realidade é fria, o sonho é quente,
Que nossos corações deixam feridos.
Outrora os sonhos eram esperados
No fulgor resplendente da magia.
E a contá-los, a voz, em harmonia,
Tinha timbres e tons aveludados.
Brilharam d’alma os olhos inspirados,
Em desejos de luz irreprimidos.
Os rumos a seguir eram floridos
E nos acalentava o sonho ardente.
Mas sinto que na vida tudo mente,
Que nossos corações deixam feridos.
Na jornada da vida os passos dados
Foram passos de angústia e de agonia.
A vida – uma esperança fugidia,
Os sonhos – desesperos aloucados.
Os fardos do martírio eram pesados,
E os desejos tornaram-se corroídos.
A céu aberto os cantos tão sofridos.
Foram sonhos e esperas simplesmente,
Plantando a solidão sua semente
Que nossos corações deixam feridos.
Envio:
Da batalha saímos nós feridos,
Derrotados ficamos mais perdidos.
Os sonhos foram sonhos, tão-somente,
Trazemos n’alma um sonho displicente,
Que nossos corações deixam feridos.
31.03.2008
Ésio Antonio Pezzato














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