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28 de novembro de 2009

BALADAS




Balada para um louco amor

De muito sonho, uma alegria,
Uma ventura, um esplendor.
A sensação para a poesia,
O coração com muita cor.
Um louco olhar na tarde fria,
Um sol friorento e sem calor.
Projeto nulo, alma vadia,
Uma loucura, um grande amor.

Uma quietude, ai, que agonia,
Vulcão, silêncio multicor.
Sinos tangendo à Ave-Maria,
Lírico abraço, num torpor.
Espasmos puros de alquimia,
Muito a fazer, nada compor.
Serenidade, fantasia,
Uma loucura, um grande amor.

Mormaço, sonho, fantasia,
Loucura vã, canto, louvor.
Tudo fazer à revelia,
De o mundo imenso ser senhor.
Um beijo ao céu, idolatria,
Por fim o encontro encantador.
Ecos no céu de sinfonia,
Uma loucura, um grande amor.

Envio:

Assim eu vivo noite e dia
Por tua causa, sou Ator.
Quem não viveu nesta folia
Uma loucura, um grande amor?

27.08.2001


Balada sôfrega


Longe de ti, meu coração
Sôfrego, sôfrego, padece.
Longe de ti toda a ilusão,
Toda a ilusão desaparece.
A companheira solidão
A meu viver se faz constante.
Perco meus sonhos e a razão
Se ausente ficas um só instante.

Quero-te sempre. A sensação
De tua ausência me entorpece
O espírito... Ouve esta canção
Que te ofereço como prece,
Meu doido amor. Na vida não
Posso viver se estás distante,
Perco os delírios da razão
Se ausente ficas um só instante.

Ah, meu amor, presta atenção:
Ah, minha amada, se pudesse
(Mas eu não posso, ai, ilusão,
Meu coração jamais te esquece!...)
Bem viveria na emoção
De ser o teu eterno amante,
Mas fico preso na razão
Se ausente ficas um só instante.

Dedicatória

Sem ti as horas longas são,
E a dor me fere anavalhante.
Esta é a loucura, esta é a razão
Se ausente ficas um só instante.

10.03.2009


Balada pitoresca


Café com pão, café com pão!
Que coisa incrível, oh, Bandeira.
Um mar de lama e podridão
É nossa Pátria brasileira.
Para onde vai essa enseada
Eu bem confesso que não sei.
Mas no Senado é uma barbada
As falcatruas de Sarney.

É o trem de ferro da ilusão
Nos trilhos dessa roubalheira.
Tudo em Brasília é corrupção,
É falcatrua, é brincadeira.
Depois com cara bem lavada
Sapo barbudo, nosso Rei,
Diz que não sabe nada, nada,
Das falcatruas de Sarney!

E a gente vive na ilusão
Com essa turma tão arteira.
Que num descuido mete a mão
Levando até nossa carteira.
Não tem mais jeito essa maçada,
Também sequer existe lei
E a gente brinca e faz piada
Das falcatruas de Sarney!

A inspiração vai na enxurrada
E um verso alheio até roubei.
Até Pasárgada encantada
Está temendo esse Sarney!

18.07.2009


Canto Real

Canto Real à Piracicaba

Este Canto Real que faço apaixonado
Ao meu Torrão Natal, é um canto que merece
Ter mil rimas de Amor andando lado a lado,
Como os duetos de fé de uma sagrada prece.
Tomo a lira a David, de Orpheu empresto o canto,
De nosso Padroeiro empresto o rude manto
E desafio incréus, que a paixão que me invade
Tem a voz de um coral com toda a alacridade,
Que a Imensidão azul em serenatas trina
Mil hosanas ao céu com toda a intensidade,
Glória à Piracicaba, à Noiva da Colina!

Ouço o Rio cantar... não é canto, é dobrado,
A água do Salto cai, mil coloridos tece,
A catadupa ruge... há balé e há bailado
Que o Rio, com amor, à Cidade oferece!
Para a vida feliz ao ver tamanho encanto!
A água nas pedras rola em suave acalanto,
É música do céu, doce sonoridade,
A bruma da manhã veste toda a cidade!
É tamanho o esplendor a brisa cristalina
Que a alma canta feliz e canta em ansiedade
Glória à Piracicaba, à Noiva da Colina!

Vejo o Engenho Central soberbo, iluminado,
É uma visão feliz que o olhar jamais esquece!
No chão reflete o sol o açúcar refinado
Coroando no céu esta bendita messe!
Olho a Rua do Porto, oh, bendito recanto!
– Paraíso Terrestre, onde há um terno quebranto
De alegria, de amor, que os corações invade!
Vejo, sonho feliz! a leda mocidade
Dizendo com prazer, ao fitar tal vitrina
O seu canto de amor da mais pura verdade:
Glória à Piracicaba, à Noiva da Colina!

Ouço um Poeta cantando um canto enamorado
E entre rimas de luz, em seu colo adormece
Porque percebe que é pela cidade amado
E outro melhor postal no mundo não conhece...
A hora crepuscular é de sublime espanto!
O sol, mais parecendo um colossal helianto
Põe na cidade a luz com tal luxuosidade,
E a cidade rebrilha ao ouro e à majestade
Que parece que Deus, nesta hora vespertina
Também canta feliz em Sua Santidade,
Glória à Piracicaba, à Noiva da Colina!

O áureo Saber esplende em teu solo sagrado!
A Arte é puro fulgor onde tudo floresce!
Nas Escolas há luz, onde tudo é ensinado
E a Música que Deus, pelo céu enternece.
Quanta Luz do saber! Quanto desejo, quanto!
Este Solo é sagrado! É puro! É sacrossanto!
A vida brilha aqui com tanta claridade
E a cidade nos prende em sua etérea grade
Que a beleza sem paz a imensidão domina!
Por isso, o Poeta diz, num hino de vaidade:
Glória à Piracicaba, à Noiva da Colina!

Dedicatória:

Hoje canto feliz! A rima em unidade
Louva Piracicaba um hino de amizade.
Por isso, no cantar, a voz é genuína,
Tem recamos de luz e diz com divindade:
Glória à Piracicaba, à Noiva da Colina!

12.01.1996


Canto Real das
Meninas Prostitutas


Essas meninas pobres e esquecidas,
Muitas vezes de rosto assaz pintado,
Nos lábios marcas de batom borrado,.
Vão levando sem eira, as suas vidas.
Em velhas ruas, praças e avenidas,
Mostrando um triste olhar desesperado
Aos transeuntes fazendo mil gracejos,
Acenando com as mãos, jogando beijos,
Sempre à espera que passe um pretendente,
Mostram seus jovens corpos diariamente,
Vendendo seus gemidos, seus desejos.

Essas meninas tristes, desvalidas,
Seminuas expõem-se a este mercado,
Exibindo um sorriso fabricado,
Mostram no rosto, as expressões sofridas.
Às vezes, com barrigas já crescidas,
(Onde o parto se faz sem ter cuidado)
Mais lembram periquitos dos realejos
Lançando a sorte em rápidos festejos
Para encontrar decerto outro cliente...
Tolas sonham e o sonho é contundente,
Vendendo seus gemidos, seus desejos.

Essas meninas julgam-se queridas,
Na fantasia tem um namorado.
Sonham também viver junto ao amado
Com parcas esperanças coloridas...
Essas meninas lívidas, transidas,
São os frutos de um mundo depravado.
São a escória do mundo em seus arpejos,
São mendigas traçando vis cortejos
São a crença de um mundo já descrente!.
Pobres mostram um corpo repelente,
Vendendo seus gemidos, seus desejos.

Essas meninas, umas – pervertidas,
Outras – com triste olhar n’alma marcado,
Podres mercadorias de atacado,
Tem as suas vontades prostituídas.
Da Sociedade sempre são banidas,
Porque trazem a marca do pecado!
São as flores dos charcos e dos brejos,
São os ratos de esgotos, aos rastejos,
Retratos de um país pobre e demente.
Todas tem um sorriso deprimente,
Vendendo seus gemidos, seus desejos.

Essas meninas – pobres margaridas,
Sem futuro, presente e sem passado,
Viciadas na bebida e no baseado,
De bares e de clubes são excluídas.
A muitos elas são jovens perdidas,
Passam doença em cada beijo dado,
São cacos de cortantes azulejos,
Motivos para motes sertanejos
Em canções de mau-gosto, inconsequente.
Passam rindo, escondendo o olhar doente
Vendendo seus gemidos, seus desejos.

Oferta

A Beira-rio traçam seus motejos,
Mostrando dentes podres em bafejos,
Essas meninas são, em nossa mente,
A realidade de um Brasil dormente,
Vendendo seus gemidos, seus desejos.

30.01.2009

Nota: Conferir com a Balada das Meninas Prostitutas


Martelos


Martelo Agalopado

No martelo o meu verso é agalopado
Que é a forma correta de compô-lo.
E não há desconforto ou desconsolo
Escrever neste jeito cadenciado.
O bom verso jamais se torna errado
Na cadência e no ritmo que o condiz.
E o poema jamais se contradiz
Se lhe bate no peito a inspiração.
Pois a voz que lhe fala é o coração
E o Poeta é na vida um ser feliz.

No martelo perfeito ajusto o passo
Para ser entendido por cantores.
E se exalto nos versos meus amores,
A canção eu conduzo no compasso.
Aos amores eu dou um forte abraço
Pois em cantos no peito a alma me diz.
E jamais me recurvo à cicatriz
De um amor que foi falso e teve adeus.
Sou do amor mais sublime a voz de Deus,
E o Poeta é na vida um ser feliz.

No martelo os amores sempre canto
Na maneira mais justa e mais correta.
Sou Orpheu, na guitarra sou poeta,
Sou Davi, com a Lira tudo encanto.
Com certeza jamais derramo o pranto
Nem na face carrego a dor matiz.
Se, bimbalho mil sinos na matriz
Exaltando um amor pleno de luz.
Sou o amor que na vida o amor conduz,
E o Poeta é na vida um ser feliz.

Pouco importa que seja o mês de agosto,
Pois o inverno antecipa a primavera.
Não me prendo a momentos de quimera,
Não me aqueço com raios de um sol-posto.
Não há lágrimas frias em meu rosto
E nem traço caminho a pó de giz.
Os meus sonhos são livres dos ardis,
Vivem soltos, alegres pelo ar.
Amo a luz das estrelas, do luar,
E o Poeta é na vida um ser feliz.

A galope caminho a céu aberto
E aos delírios do amor canto e suspiro.
Meu amor é na vida o ar que respiro
Meu amor de minh’alma vive perto.
Não existe sequer um passo incerto
Nem abismo onde a dor crie raiz.
Eu invento um amor, crio um país
Pois o amor para amar requer amor.
O meu mundo na vida tem mais cor,
E o Poeta é na vida um ser feliz.

26.02.2008


Martelo justo e perfeito


Eu desejo escrever, dia após dia,
Os meus versos de formas diferentes,
Com martelos, com foices e correntes,
E em baladas compor minha poesia.
Necessário uma dose de alquimia
Para o verso sair de qualquer jeito,
Se precisar cavar dentro do peito
Um buraco maior que o próprio mundo.
E buscar lá do fundo, bem do fundo,
O meu verso mais justo e mais perfeito!

A poesia não pode ser contida
Quando brota, inspirado, dentro d’alma.
Coração nesse instante não se acalma,
E parece abalar a própria vida.
Nesse instante a explosão deixa florida
A alegria que vem sem preconceito
No martelo não pode haver defeito,
Na cesura, na métrica e na rima.
Deve sempre brilhar de forma opima,
O meu verso mais justo e mais perfeito.

Cada verso é coluna sustentada
Nas viagens que dão Sabedoria.
Eis a Força, e a Beleza da Poesia
Trabalhando incansáveis na jornada.
É momento de glória ilimitada
Na razão mais sublime do conceito.
Se outras glórias existem não aceito,
E nem posso aceitar que um’outra exista.
É por isso que deixo nesta pista,
O meu verso mais justo e mais perfeito!

27.07.2007


Martelo dos meus antepassados


Fico sempre a pensar de madrugada
Quem eu sou, de onde vim, o que aqui faço,
Contemplando esquecido o largo espaço
Não consigo chegar a quase nada.
Tudo é muito esquisito nesta estrada
E os mistérios os sinto fragmentados.
Nem consigo deixá-los clareados;
Mas defino em verdades quase eternas::
Que descendo dos homens das cavernas,
Muitos deles são meus antepassados.

Todo o espaço contém milhões de estrelas
É o insondável mistério do Infinito.
Muitas delas tem vidas – acredito,
Mas, tais vidas, também não posso vê-las.
Como posso tais coisas entendê-las
Já que a História tem rumos sepultados
E os enigmas são todos enterrados
Em bebidas nas noites das casernas?
Se eu descendo dos homens das cavernas,
Muitos deles são meus antepassados.

Alighieri, talvez, seja meu tio,
Com Petrarca talvez criei sonetos.
Mas não posso encontrar os amuletos
Que sepultam meus sonhos num vazio.
É demais para mim o desafio
De querer desvendar tempos traçados,
Se eles são verdadeiros ou errados
São verdades de luz justas, eternas,
Mas descendo dos homens das cavernas,
Muitos deles são meus antepassados.

11.01.2005


Martelo mais que profano

Teço versos e sonhos interpreto
As razões disso tudo que acontece.
Tudo feito misturo no concreto
Para ter pensamento mais correto,
Para ter sinfonias como prece.
E galopo meu sonho muito louco
Na amplidão do martelo agalopado,
Na algibeira do verso canto rouco
Sempre achando que o tempo é sempre pouco
Para tem quem o peito apaixonado.

O martelo produz seu canto surdo
Estalando monótona oferenda.
Mais parece um soldado na contenda
A lutar pelo que acha vago e absurdo.
Com os versos que agora em transes urdo;
Teço tramas de sonho mais nefasto,
No bater do martelo agalopado
Os meus sonhos, com ânsias eu arrasto
E sou mil quando penso que fui pasto
Para quem tem o peito apaixonado.

Sordidez mais hipócrita e mofina
Não existe talvez, quem tenha feito.
E se a mente profana foi cretina,
Atolei a esperança tão menina,
Fui idiota de todo e qualquer jeito.
O perdão que ora peço não mereço
E me fere o martelo agalopado.
Se o desprezo recebo eis que agradeço
Pois é duro demais tão alto preço
Para quem tem o peito apaixonado.

A entoar tal martelo o som estala
E repete cruel epifania:
És Poeta, és cruel – o som me fala
E o suor que teu corpo agora exala
É o suor que te cobre na agonia.
Não mereces o amor do mundo aberto,
Nem mereces o som agalopado,
Mas mereces os dias no deserto,
E o viver sempre ingrato e sempre incerto
Para quem tem o peito apaixonado.

E o refrão mais profano e mais macabro
Ainda fere meu cérebro profano.
Frente a frente cintila um candelabro
A luzir o terrível descalabro
Que te fiz com a mente de um insano.
Dói-me o peito, fui ímpio e foi vileza
Não mereço sequer ser inspirado.
Um Poeta com tanta atroz crueza
Não merece respeito, com certeza,
Para quem tem o peito apaixonado.

Dize tudo o que quero que te escuto,
A vergonha nas faces ora trago.
E que o peso de enorme viaduto
Caia em mim já no próximo minuto
E me arraste nas sombras – negro mago.
Se eu puder levantar-te deste lodo
Para ter um momento iluminado,
Se eu puder por os pés fora do engodo,
Serei luz e esperança nesse Todo,
Parar quem tem o peito apaixonado.

12.01.2004




Ésio Antonio Pezzato




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