Manta da saudade
Cubro-me com a manta da saudade
Sempre que penso em quem se foi embora.
E a noite passo preso nesta grade
Até que o sol venha trazer-me a aurora.
E tece o coração, com suavidade,
A canção do silêncio... se a alma chora.
Pois quem partiu bem sei (eu sei) nunca há de
Voltar como não volta a ser o outrora...
Por isso deste frio me acoberto,
Mas a vida é tão cheia de deserto
Que nem mais ramos a florir contemplo.
Esta saudade, dia a dia, cresce
E cada verso meu lembra uma prece
Que rezo neste pavoroso templo!
16.11.2000
Cubro-me com a manta da saudade
Sempre que penso em quem se foi embora.
E a noite passo preso nesta grade
Até que o sol venha trazer-me a aurora.
E tece o coração, com suavidade,
A canção do silêncio... se a alma chora.
Pois quem partiu bem sei (eu sei) nunca há de
Voltar como não volta a ser o outrora...
Por isso deste frio me acoberto,
Mas a vida é tão cheia de deserto
Que nem mais ramos a florir contemplo.
Esta saudade, dia a dia, cresce
E cada verso meu lembra uma prece
Que rezo neste pavoroso templo!
16.11.2000
Esio Antonio Pezzato
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