Ritual
Antes que o sono venha e eu me adormeça
Necessário se faz compor o verso
Na cadência monótona que cessa
O ritual profano do universo.
Noite de lua cheia... Névoa espessa
Colore o espaço com seu tom diverso;
E eu sempre, com o espírito disperso,
Antes que venha o sonho e me entorpeça,
Procuro labirintos... Mas que importa
Buscar as sombras num desvão de luz
Se até a paciência já jaz morta?
Nada me importa e nada me seduz,
Das faces fecho uma castanha porta
Enquanto lêmures me fazem uuuuuus!...
10.08.1998
Antes que o sono venha e eu me adormeça
Necessário se faz compor o verso
Na cadência monótona que cessa
O ritual profano do universo.
Noite de lua cheia... Névoa espessa
Colore o espaço com seu tom diverso;
E eu sempre, com o espírito disperso,
Antes que venha o sonho e me entorpeça,
Procuro labirintos... Mas que importa
Buscar as sombras num desvão de luz
Se até a paciência já jaz morta?
Nada me importa e nada me seduz,
Das faces fecho uma castanha porta
Enquanto lêmures me fazem uuuuuus!...
10.08.1998
Esio Antonio Pezzato
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