XIX
Ferve o cérebro, há forte ebulição.
Idéias congestionam-se nervosas.
Há um bulício de pétalas de rosas,
Parece vomitar atro vulcão.
O corpo treme, é enorme a sensação.
Sinto forças de fogo poderosas!
Brilham estrelas, há maravilhosas
Explosões; sinto o corpo alçar-se ao chão.
Há um silêncio que grita a céu aberto,
Tempestades de areia no deserto,
Maremoto fremente de ardentias.
A Palavra me chega de mansinho,
Agasalho-a ainda dentro de seu ninho,
E agrupadas, transformo-as em Poesias.
07.01.2003
XX
Ferve a Palavra e de maneira fria
E calculista domo-a em seu furor.
Na caldeira do Sonho e da Magia
Há volúpia que vibra em estupor.
Asas incandescentes ela cria
E voa no Infinito em fúria e horror.
Volta depois, e paira na Poesia
E faz-me declamar versos de Amor.
A Palavra, porém, paira indomável.
E quanto mais lhe tento ser amável,
Em labirintos de silêncios, ela,
De maneira voraz foge e se entreva.
E em sua busca insana eis que me leva
Aos abismos profundos da procela.
13.01.2003
XXI
A Palavra se torna incandescente
Quando ponho-a em meus versos, com desvelo.
E vou criando em transes, um novelo
De carinho e de amor em minha mente.
A Palavra me vem como semente:
Planto-a em meu coração com terno zelo.
Colho-a em frutos depois de forte apelo,
Na forma da verdade reluzente.
A Palavra é meu culto, e forte, e viva,
Faz minh’alma brilhar nela cativa,
Faz o meu coração pulsar mais forte.
Neste elo de paixão e amor eterno,
A Palavra é meu céu e meu inferno,
E eterna Vida após a breve Morte.
13.01.2003
Ferve o cérebro, há forte ebulição.
Idéias congestionam-se nervosas.
Há um bulício de pétalas de rosas,
Parece vomitar atro vulcão.
O corpo treme, é enorme a sensação.
Sinto forças de fogo poderosas!
Brilham estrelas, há maravilhosas
Explosões; sinto o corpo alçar-se ao chão.
Há um silêncio que grita a céu aberto,
Tempestades de areia no deserto,
Maremoto fremente de ardentias.
A Palavra me chega de mansinho,
Agasalho-a ainda dentro de seu ninho,
E agrupadas, transformo-as em Poesias.
07.01.2003
XX
Ferve a Palavra e de maneira fria
E calculista domo-a em seu furor.
Na caldeira do Sonho e da Magia
Há volúpia que vibra em estupor.
Asas incandescentes ela cria
E voa no Infinito em fúria e horror.
Volta depois, e paira na Poesia
E faz-me declamar versos de Amor.
A Palavra, porém, paira indomável.
E quanto mais lhe tento ser amável,
Em labirintos de silêncios, ela,
De maneira voraz foge e se entreva.
E em sua busca insana eis que me leva
Aos abismos profundos da procela.
13.01.2003
XXI
A Palavra se torna incandescente
Quando ponho-a em meus versos, com desvelo.
E vou criando em transes, um novelo
De carinho e de amor em minha mente.
A Palavra me vem como semente:
Planto-a em meu coração com terno zelo.
Colho-a em frutos depois de forte apelo,
Na forma da verdade reluzente.
A Palavra é meu culto, e forte, e viva,
Faz minh’alma brilhar nela cativa,
Faz o meu coração pulsar mais forte.
Neste elo de paixão e amor eterno,
A Palavra é meu céu e meu inferno,
E eterna Vida após a breve Morte.
13.01.2003
Esio Antonio Pezzato
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