XVI
Domo o vocábulo, aprisiono o idioma,
Retenho a idéia e o pensamento abstrato.
Depois solto pelo ar, ao livre olfato,
Para as mentes prendê-los em redoma.
Que as pessoas o sintam como aroma
Que exala após a chuva o agreste mato.
E prendam à retina igual retrato
De uma paisagem que fulgor assoma.
E o entendimento sem labuta e engenho
Traga canções de amor e de ternura
Junto à alegria imensa de um desenho
Que uma criança faz presa à inocência:
Mas que sua mensagem seja pura
E retenha os segredos da ciência.
07.11.2002
XVII
A Palavra é a metáfora do medo
Que me apavora e tanto me entorpece,
Que não distingo nunca o seu segredo:
Se, profana ou se diz sagrada prece.
A Palavra povoa a minha messe:
Dá fruto às vezes de sabor azedo.
Outras horas em sonhos, me aparece
E diz verdade em frases de brinquedo.
Quem busca definir seu conteúdo
Perde uma vida inteira em vão estudo
Que ela é a Verdade cheia de Mentira.
Engano da certeza e ao nada leva,
Profano à Natureza é luz e neva,
É água às vezes que fogo põe à pira.
05.11.2002
XVIII
A Palavra é mordaz, é sorrateira,
É cheia de artefato e de segredo.
Se por vezes é frígida e traiçoeira,
E nessas horas causa pena e medo,
Outras vezes se torna alvissareira
E livra alma inocente do degredo.
Mas pode ser cruel, fatal, certeira,
E pode às vezes, ter sabor azedo.
Nesse vai-vem frenético e constante
Às vezes soa impávida e robusta
E pode ser Mentira e ser Verdade.
Mas ao dizê-la em seu raiar de instante,
Sejamos nós a sua fonte justa
Engrandecendo-a em toda Humanidade.
10.07.2002
Domo o vocábulo, aprisiono o idioma,
Retenho a idéia e o pensamento abstrato.
Depois solto pelo ar, ao livre olfato,
Para as mentes prendê-los em redoma.
Que as pessoas o sintam como aroma
Que exala após a chuva o agreste mato.
E prendam à retina igual retrato
De uma paisagem que fulgor assoma.
E o entendimento sem labuta e engenho
Traga canções de amor e de ternura
Junto à alegria imensa de um desenho
Que uma criança faz presa à inocência:
Mas que sua mensagem seja pura
E retenha os segredos da ciência.
07.11.2002
XVII
A Palavra é a metáfora do medo
Que me apavora e tanto me entorpece,
Que não distingo nunca o seu segredo:
Se, profana ou se diz sagrada prece.
A Palavra povoa a minha messe:
Dá fruto às vezes de sabor azedo.
Outras horas em sonhos, me aparece
E diz verdade em frases de brinquedo.
Quem busca definir seu conteúdo
Perde uma vida inteira em vão estudo
Que ela é a Verdade cheia de Mentira.
Engano da certeza e ao nada leva,
Profano à Natureza é luz e neva,
É água às vezes que fogo põe à pira.
05.11.2002
XVIII
A Palavra é mordaz, é sorrateira,
É cheia de artefato e de segredo.
Se por vezes é frígida e traiçoeira,
E nessas horas causa pena e medo,
Outras vezes se torna alvissareira
E livra alma inocente do degredo.
Mas pode ser cruel, fatal, certeira,
E pode às vezes, ter sabor azedo.
Nesse vai-vem frenético e constante
Às vezes soa impávida e robusta
E pode ser Mentira e ser Verdade.
Mas ao dizê-la em seu raiar de instante,
Sejamos nós a sua fonte justa
Engrandecendo-a em toda Humanidade.
10.07.2002
Esio Antonio Pezzato
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