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6 de janeiro de 2010

TRAGÉDIA FAMILIAR - Final



Deitou Rosinha num canto
Foi o filhinho acudir,
Também ele estava morto
Não podia mais sorrir...
O desespero paterno
Que se viu foi tão eterno
Que ribombou o porvir.

Chamou em vão os mais velhos
Mas que tragédia cruel!
Eles não mais respondiam...
E neste instante de fel
Ao entrar no quarto rude
Achou morta a juventude
Achou morta a cascavel.

Neste infausto desespero
Pediu respostas ao céu,
Mas o céu calmo e silente
Nada, nada respondeu.
Ao perceber a tragédia
Sem pensar perdeu a rédea
E mais morte aconteceu.

Foi à gaveta da cômoda
E seu revólver pegou
Nele colocou três balas
E num instante atirou
Mas dando o primeiro tiro
Deu seu último suspiro
Depois não mais disparou.

Cinco corpos ali mortos,
– Quatro filhos mais o pai...
Oh! meu Deus, que desespero
Dos meus olhos pranto cai.
E Flor-de-Lis, coitadinha,
Vinha ligeira, sozinha,
Nos lábios soltando um ai.

Porém, em seu desespero,
Não podia imaginar
Que a tragédia era mais forte
E não ia suportar.
Ao chegar à sua casa
Com o coração em brasa
Começou gritar... gritar...

Ao entrar pela cozinha
Viu Rosinha posta ao chão
E viu seu filhinho morto
Sem piedade ou compaixão.
Travando um grito na boca
Sentiu n’alma a ânsia louca
E uma enorme convulsão.

Porém, entrando no quarto,
Foi maior o seu pavor...
Além dos dois filhos mortos
Era morto o seu amor.
Então só, neste momento,
Um grito no firmamento
Ecoou arrasador.

Passados então três dias
Desta tragédia cruel
É que os amigos vizinhos
Descobriram tanto fel.
No terreiro como louca
Uma mulher de voz rouca
Fazia infando revel...
.......................................
.......................................

Pois isto tudo é verdade
E eu termino por aqui
Zangado desta tragédia
Zangado do que escrevi.
Assim digo que é verdade
Toda esta fatalidade
Onde outra igual – nunca vi!




F I M

Piracicaba, 22.08.1994



Esio Antonio Pezzato

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