Brasas
Os anos passam dizimando tudo
E transformam histórias em saudade.
E o coração sofrido fica mudo,
Preso à angústia que o encerra em férrea grade.
Aquelas mãos suaves de veludo
Hoje estão frias frente à Eternidade...
No rosto o pranto é a máscara do escudo
Para ocultar atroz serenidade...
Encontros sorrateiros e festivos
Trazem somente espasmos dos cativos
Numa tortura que é feroz e invade
Os cômodos azuis de nossa casa
E o coração, queimando como brasa,
Explode em labaredas de Saudade.
06.12.2001
Os anos passam dizimando tudo
E transformam histórias em saudade.
E o coração sofrido fica mudo,
Preso à angústia que o encerra em férrea grade.
Aquelas mãos suaves de veludo
Hoje estão frias frente à Eternidade...
No rosto o pranto é a máscara do escudo
Para ocultar atroz serenidade...
Encontros sorrateiros e festivos
Trazem somente espasmos dos cativos
Numa tortura que é feroz e invade
Os cômodos azuis de nossa casa
E o coração, queimando como brasa,
Explode em labaredas de Saudade.
06.12.2001
Esio Antonio Pezzato
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