Prisão
A vida, que procuro, busco-a em ânsia
No labirinto, em que anda assim perdida
Se a estrada tem mil léguas de distância
E não parece nunca ser vencida?
Os passos ponho dentro da constância
Mas a ferrugem deixa corroída
A sola dos meus pés... que nesta Estância
Já sentem o cansaço da subida.
A vida onde se oculta? aos céus pergunto...
Se dela vivo junto na unidade,
Por que inquiri-la tanto em tal assunto?
De tanto aos céus bradar, sinto-me rouco.
Como, em meu corpo, atá-la numa grade,
Se a encontrá-la o viver é parco e é pouco?
18.12.2001
A vida, que procuro, busco-a em ânsia
No labirinto, em que anda assim perdida
Se a estrada tem mil léguas de distância
E não parece nunca ser vencida?
Os passos ponho dentro da constância
Mas a ferrugem deixa corroída
A sola dos meus pés... que nesta Estância
Já sentem o cansaço da subida.
A vida onde se oculta? aos céus pergunto...
Se dela vivo junto na unidade,
Por que inquiri-la tanto em tal assunto?
De tanto aos céus bradar, sinto-me rouco.
Como, em meu corpo, atá-la numa grade,
Se a encontrá-la o viver é parco e é pouco?
18.12.2001
Esio Antonio Pezzato
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