Desequilíbrio
Na balança em que Deus pesa montanhas,
Pus-me um dia a pesar os meus amores:
Num prato coloquei vasos de flores
E noutro coloquei minhas entranhas.
Então pus-me a pesar profundas dores,
Depois minhas visões fundas, estranhas.
E revi minhas sombras, minhas sanhas
E os caminhos que vi de várias cores.
E não houve equilíbrio entre os dois pratos,
Total desequilíbrio a cada instante.
Tentando, num só nível, ver um todo,
Até meus pés usei como artefatos,
Mas foi desequilíbrio tão constante,
Que meus pés afundaram-se no lodo.
Gramado, RS, 19.10.2001
Na balança em que Deus pesa montanhas,
Pus-me um dia a pesar os meus amores:
Num prato coloquei vasos de flores
E noutro coloquei minhas entranhas.
Então pus-me a pesar profundas dores,
Depois minhas visões fundas, estranhas.
E revi minhas sombras, minhas sanhas
E os caminhos que vi de várias cores.
E não houve equilíbrio entre os dois pratos,
Total desequilíbrio a cada instante.
Tentando, num só nível, ver um todo,
Até meus pés usei como artefatos,
Mas foi desequilíbrio tão constante,
Que meus pés afundaram-se no lodo.
Gramado, RS, 19.10.2001
Esio Antonio Pezzato
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