Deslizes
Meus sonhos dentro d’alma... eu os carrego
No embornal preso firme, às minhas costas.
E às vezes, cambaleante, eis que me pego
Quando palmilho o chão dentre as encostas...
Um mundo à frente, para quem é cego
E as ânsias de vencer estão dispostas!...
Porém persiste, a perfurar-me, um prego,
E as minhas mãos, em prece vivem postas!
Ai, ironia de cruel destino,
Que me põe em confronto a estes deslizes
Enquanto, ao longe, o badalar de um sino
Canta que existe o fim das minhas crises
Mas os meus próprios passos não defino
E ainda não supurei as cicatrizes...
02.03.2001
Meus sonhos dentro d’alma... eu os carrego
No embornal preso firme, às minhas costas.
E às vezes, cambaleante, eis que me pego
Quando palmilho o chão dentre as encostas...
Um mundo à frente, para quem é cego
E as ânsias de vencer estão dispostas!...
Porém persiste, a perfurar-me, um prego,
E as minhas mãos, em prece vivem postas!
Ai, ironia de cruel destino,
Que me põe em confronto a estes deslizes
Enquanto, ao longe, o badalar de um sino
Canta que existe o fim das minhas crises
Mas os meus próprios passos não defino
E ainda não supurei as cicatrizes...
02.03.2001
Esio Antonio Pezzato
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