Escravidão
A inspiração me chega em tal rompante,
Que nem entendo, às vezes, o que escrevo.
Apenas, de maneira contagiante,
Ponho em folhas palavras de relevo.
O pensamento, como férreo guante,
Parece iluminado, ter enlevo
E das Palavras torno-me um amante,
Amando-As tanto quanto posso ou devo.
Sei-me um escravo delas no momento,
Sofrendo chibatadas sobre as costas.
Em rimas minha pele sangra luz.
E, ao ter à frente o santo monumento,
Em oração, declamo, de mãos postas,
A Poesia onde o Mundo se traduz!
23.03.2001
A inspiração me chega em tal rompante,
Que nem entendo, às vezes, o que escrevo.
Apenas, de maneira contagiante,
Ponho em folhas palavras de relevo.
O pensamento, como férreo guante,
Parece iluminado, ter enlevo
E das Palavras torno-me um amante,
Amando-As tanto quanto posso ou devo.
Sei-me um escravo delas no momento,
Sofrendo chibatadas sobre as costas.
Em rimas minha pele sangra luz.
E, ao ter à frente o santo monumento,
Em oração, declamo, de mãos postas,
A Poesia onde o Mundo se traduz!
23.03.2001
Esio Antonio Pezzato
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