Labor poético
Sonetos... À medida que os componho
D’alma sinto sair enorme peso.
Às suas regras rígidas sou preso
E, a escrevê-los sem máculas eu sonho.
Se, uma sílaba a mais às vezes ponho
O galopar do metro torna teso.
E à luta de sair por fim ileso
É trabalho feroz, cruel, medonho.
Tão pequeno na forma: eis o Soneto!
E ao insano labor me comprometo
Em fazê-lo na técnica perfeito.
E ao tentar desvendar os seus segredos
Contando suas sílabas nos dedos,
É impossível compô-lo sem defeito.
27.08.2003
Sonetos... À medida que os componho
D’alma sinto sair enorme peso.
Às suas regras rígidas sou preso
E, a escrevê-los sem máculas eu sonho.
Se, uma sílaba a mais às vezes ponho
O galopar do metro torna teso.
E à luta de sair por fim ileso
É trabalho feroz, cruel, medonho.
Tão pequeno na forma: eis o Soneto!
E ao insano labor me comprometo
Em fazê-lo na técnica perfeito.
E ao tentar desvendar os seus segredos
Contando suas sílabas nos dedos,
É impossível compô-lo sem defeito.
27.08.2003
Esio Antonio Pezzato
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