Prisão Perpétua
Esta loucura extrema que me invade
E me entorpece o espírito é a loucura
Que atravanca minh’alma sem piedade
E minha inspiração deixa insegura.
As minhas mãos seguram férrea grade
E, às costas, peso ingente me tortura.
Sobre a cabeça, atroz ferocidade
E, na boca, o silêncio da secura.
Nada posso fazer, pois me sei preso,
Sequer o pensamento está liberto.
Impossível sair de tudo ileso.
Além floresce o campo a céu aberto,
Porém, da vida, sou inerte peso,
No dorso de um camelo no deserto.
10.01.2002
Esta loucura extrema que me invade
E me entorpece o espírito é a loucura
Que atravanca minh’alma sem piedade
E minha inspiração deixa insegura.
As minhas mãos seguram férrea grade
E, às costas, peso ingente me tortura.
Sobre a cabeça, atroz ferocidade
E, na boca, o silêncio da secura.
Nada posso fazer, pois me sei preso,
Sequer o pensamento está liberto.
Impossível sair de tudo ileso.
Além floresce o campo a céu aberto,
Porém, da vida, sou inerte peso,
No dorso de um camelo no deserto.
10.01.2002
Esio Antonio Pezzato
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