Meus Sonhos
Os meus sonhos – plantei-os no passado,
Num tempo que era cheio de esperança.
Trazia o coração apaixonado
E, nos olhos, o brilho da bonança.
E cada sonho foi, por mim, plantado
Para que eles me dessem segurança.
Mas o rígido inverno atormentado
Deu-me galhos desnudos por herança.
Hoje não há mais tempo nem ternura,
Para volver a terra ressequida
E prepará-la para a semeadura.
O sonho é transformado em pesadelo;
Uma réstia de sol resta da vida;
Sinto nas mãos a rigidez do gelo.
28.12.1994
Os meus sonhos – plantei-os no passado,
Num tempo que era cheio de esperança.
Trazia o coração apaixonado
E, nos olhos, o brilho da bonança.
E cada sonho foi, por mim, plantado
Para que eles me dessem segurança.
Mas o rígido inverno atormentado
Deu-me galhos desnudos por herança.
Hoje não há mais tempo nem ternura,
Para volver a terra ressequida
E prepará-la para a semeadura.
O sonho é transformado em pesadelo;
Uma réstia de sol resta da vida;
Sinto nas mãos a rigidez do gelo.
28.12.1994
Esio Antonio Pezzato
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