Sonolência
Os meus poemas dormem esquecidos
À sombra arroxeada dos ipês,
Enclausurando amores já vividos
Que choram de precoce viuvez.
Meus poemas de tempos já floridos
Vivem hoje a certeza de um talvez...
Pois já foram amados e queridos
E foram galanteios, certa vez...
Como as flores caídas – não perfumam
E murchos rolam ao sabor do vento,
Desfolhando-se em rimas, pelo chão.
Esquecidos, porém, não se acostumam
E como versos soltos num lamento,
Mais lembram um sofrido coração!
17.09.96
Os meus poemas dormem esquecidos
À sombra arroxeada dos ipês,
Enclausurando amores já vividos
Que choram de precoce viuvez.
Meus poemas de tempos já floridos
Vivem hoje a certeza de um talvez...
Pois já foram amados e queridos
E foram galanteios, certa vez...
Como as flores caídas – não perfumam
E murchos rolam ao sabor do vento,
Desfolhando-se em rimas, pelo chão.
Esquecidos, porém, não se acostumam
E como versos soltos num lamento,
Mais lembram um sofrido coração!
17.09.96
Esio Antonio Pezzato
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