Rotina
O Poeta cansado da rotina
Após um longo dia de trabalho,
Tece com rimas mantas de agasalho
E acende a inspiração na lamparina.
O Poeta na noite se ilumina
Após regar seus versos com orvalho
E apanha das roseiras cada galho
Onde sangra uma rosa purpurina.
Mas eu, que sou Poeta por acaso,
Traduzo, em rimas pobres, o meu canto,
Pois não bebo nas Fontes do Parnaso.
De quanto faço só traduzo em pranto
E, de tanto escrever, estou no ocaso
Do meu dia sem sol, sem riso e encanto.
14.11.1995
O Poeta cansado da rotina
Após um longo dia de trabalho,
Tece com rimas mantas de agasalho
E acende a inspiração na lamparina.
O Poeta na noite se ilumina
Após regar seus versos com orvalho
E apanha das roseiras cada galho
Onde sangra uma rosa purpurina.
Mas eu, que sou Poeta por acaso,
Traduzo, em rimas pobres, o meu canto,
Pois não bebo nas Fontes do Parnaso.
De quanto faço só traduzo em pranto
E, de tanto escrever, estou no ocaso
Do meu dia sem sol, sem riso e encanto.
14.11.1995
Esio Antonio Pezzato
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