Vício
Em minh’alma a saudade é como um vício
Do qual eu necessito a cada instante.
Mais que um vício, a saudade é minha amante,
O meu supremo altar de sacrifício.
Em mim sua morada é sem início,
Vem de um tempo, por certo, eqüidistante...
Sorrateira, de forma anavalhante,
Existe para me causar suplício.
Esta Senhora ingrata me entorpece
E não há juras, nem por certo prece,
Vive em mim como fosse um amuleto.
E tanto a sinto na minh’alma presa,
Que, para confirmar esta certeza,
Imortalizo-a neste meu Soneto
27.04.2001
Esio Antonio Pezzato
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