Cantiga de qualquer dia
Novamente estou sozinho
De frente para o caminho
Onde mora a solidão
Calada ela me acompanha
E todo o meu corpo banha
E me deixa na aflição
Outra vez ela me fita
Grita, grita, grita, grita,
Que vai ficar sempre em mim
Mas não a quero comigo
Não quero ser seu amigo
E nem seu abrigo enfim
E ela com sua risada
Fica em meu corpo agarrada
Pois assim lhe dá prazer
Porém dela faço pouco
Porque não sou nenhum louco
Para com ela viver
Ela é mesmo sem vergonha
Se a minh'alma em ânsias sonha
Ela tenta me impedir
Se alguém vem em companhia
Ela safada e vadia
Tenta estancar meu sorrir
Porém eu bem a conheço
Sei de cor o seu apreço
E a falsidade que tem
Fingindo-me abandonado
Num instante trago ao lado
Um outro precioso bem.
17.07.1995
Novamente estou sozinho
De frente para o caminho
Onde mora a solidão
Calada ela me acompanha
E todo o meu corpo banha
E me deixa na aflição
Outra vez ela me fita
Grita, grita, grita, grita,
Que vai ficar sempre em mim
Mas não a quero comigo
Não quero ser seu amigo
E nem seu abrigo enfim
E ela com sua risada
Fica em meu corpo agarrada
Pois assim lhe dá prazer
Porém dela faço pouco
Porque não sou nenhum louco
Para com ela viver
Ela é mesmo sem vergonha
Se a minh'alma em ânsias sonha
Ela tenta me impedir
Se alguém vem em companhia
Ela safada e vadia
Tenta estancar meu sorrir
Porém eu bem a conheço
Sei de cor o seu apreço
E a falsidade que tem
Fingindo-me abandonado
Num instante trago ao lado
Um outro precioso bem.
17.07.1995
Esio Antonio Pezzato
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