
Mar! Belo mar azul!
Que mistérios contêm? Amedrontas, seduzes!
Quando na praia fito o reflexo das luzes
E refletes sorrindo o Cruzeiro do Sul,
Imagino que Tu
Dentro do abismo enorme, imenso que tu sondas,
Provocas-nos a nós com intérminas ondas
E não te mostras nu... e não te mostras nu...
Quando emites teu som,
De frenética guzla, um silêncio profundo
Sinto nascer do céu abençoando o mundo
O mundo que é Senhor e és Puro, e és Terno e és Bom!
Mar! Infindável Mar,
Onde me levas tu dentro de teus segredos?
Responde, velho Mar... eu tenho tantos medos
Que frente a frente enfrento a fúria me forçar!
Teu silêncio me diz
Que choras por alguém. Espero que respondas,
Mas teu pranto de sal escorrendo das ondas
Não tem resposta alguma e só te contradiz.
Por certo, meu Senhor,
Tu guardas do passado uma infindável mágoa,
E quando vens à praia acariciá-la d’água,
Tentas mostrar a terra o teu imenso amor?
06.10.1988
Esio Antonio Pezzato
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