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17 de abril de 2010

OITAVA RIMA - SEMEADURA




Oitava Rima


A ideia está completa na cabeça,
Porém a forma está toda confusa.
Antes que a inspiração desapareça,
Será preciso agradecer à Musa –
Necessário se faz que se ofereça
O Verso para quem declara e acusa
O momento de agira de forma clara
Porque a ação, cada vez fica mais rara.

O Verbo na Verdade sempre explode
E quem não tem razão morre calado...
Se se pode dizer... se se não pode,
O instante do depois será testado.
No céu toda Palavra vira em Ode
Não, porém, o gemido derrotado;
Com força audaz que o mundo todo fira
Os sons sensíveis desta minha Lira!

Quero um Canto fazer de forma nova
Que não cause estupor nem cause espanto,
E o Silêncio infinito seja a prova
Que toda a multidão sente meu canto,
Pois eu quero falar a minha trova
Na universal linguagem do Esperanto,
Para saudar as terras mais extremas,
Com as rimas de Amor de meus Poemas!


Corre, meu Verso, corre o mundo inteiro...
Faça-se ouvir nos largos Continentes –
Vá ser do mundo todo – Companheiro,
Vá lançar da União suas sementes.
– Não, meu verso, não caia prisioneiro
Que os versos devem ser independentes;
Devem, livres, voar pelo Universo,
Pois só assim terá sido um bom verso.

É hora de conquistar cada cidade
Fazendo um bom discurso em plena Praça,
Cantar mil loas de felicidade;
– Quem é feliz, em tudo encontra graça!
Porém, quando falar – Fraternidade,
Muito cuidado, pois, existe a traça
Que indo direto aos corações, mutila
Quem quer viver na Paz pura e tranqüila!...

Aprendi a cantar quando criança
E levava sorrisos ao futuro.
– Esse tempo era tempo de esperança,
E eu vivia num mundo todo puro.
Ah! Bons tempos que guardo na lembrança
Dos tempos infantis... por Deus – eu juro
Que trocaria o resto dos meus dias
Para voltar ao tempo das magias...

Se hoje não trago mais os mesmos cantos
Que dentro d’alma, alegre, antes trazia,
É que meus dissabores foram tantos,
Que me esqueci dos hinos de alegria.
Mesmo tendo nos olhos rudes prantos,
Ainda tento cantar minha poesia
Com rimas pobres mas cheio de calma,
Porque são cantos que brotaram d’alma.

Viceja a Primavera!... nascem flores
Á beira das estradas e nos galhos
Cantam os passarinhos com amores
Olhando para os pobres espantalhos
Que protegem os frutos dos senhores...
Assobiando sigo por atalhos
Para encontrar a primavera amiga
Que entre amplos roseirais, feliz, se abriga...

Oh! Primavera, com saudade lembro,
Os meus tempos felizes de menino,
Quando nos dias quentes de dezembro
Compus o meu primeiro alexandrino.
Recordações azuis que ora relembro
Fazem parte constante do destino
Do menino-poeta que sorria
Ao terminar sua infantil poesia...

Hoje os cantos são outros... a memória
Retém somente cantos de justiça;
Hinos de Liberdade, hinos de Glória,
Que com a multidão se compromissa.
– Não se conquista nunca uma vitória
À base da vergonha e da carniça;
Pois se a verdade pura me projeta,
Tenho motivo para ser Poeta!

Oh, meu Amigo, se a Esperança medra,
Vamos cantar pois ainda vale a pena.
Vamos quebrar os corações de pedra
Com um verso na mão e a voz serena...
A Paz tem uma imagem poliedra
Se bem que tenha a forma bem pequena;
Por fim fazer com a Voz nossos arneses,
Porque quem canta – reza duas vezes!

14.03.1983






Esio Antonio Pezzato

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