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27 de junho de 2010

CANÇÃO DA AUSÊNCIA MAIS SENTIDA




Canção da Ausência mais Sentida


“Meu filho partiu... meu filho
Da vida perdeu o trilho
E foi em busca do além...
Por que, meu filho, partiste,
Deixando mundo triste,
Sem esperanças também?...

Meu filho partiu... minh’alma
Que outrora sorria calma,
Hoje tem laivos de dor.
E tua ausência, querido,
Faz que fique entristecido
Em meu coração – o amor.

Vazio o meu Universo
Ao ver vazio o teu berço...
Por que te foste de mim?
A vida hoje está vazia...
Minh’alma está fria, fria,
Minha angústia não tem fim...

Se voltasses, o meu pranto
Se faria eterno canto
E eu viveria por ti.
– Não vens... nem virás tão cedo...
Ai, meu filho, eu tenho medo
Em não te sentindo aqui.

Razões de vida procuro...
Tristonho olho o meu futuro,
Vejo um sonho que morreu.
E morta estou me sentindo
Pois quando te vi partindo
Quem partiu, creia, fui eu.

Outrora um riso inocente
Deixava todo contente
Meu materno coração...
Eras tão novo, filhinho,
Que nem ouvi teu carinho
Ao ver morrer-me a ilusão.

– Mamadeiras, fraldas, cueiros,
Chupetas e travesseiros
Compunham teu enxoval...
E agora – em peça por peça
Tento ver se encontro, impressa,
Tua impressão digital.

Apenas um retratinho
Guardo com muito carinho
De ti – ainda bebê.
Olhando-te me consolo...
– Se era tão quente meu colo
Por que partiste? Por quê?

Quando ficaste doente
Meu coração inocente
Não pensava em te perder.
Porém, veio a noite... o frio...
Que te causou arrepio
– E eu não pude te aquecer...

Distante de meu carinho
No céu – agora és anjinho
E minha esperança é vã...
Por ti eu faço uma prece
E meu coração te aquece
– Macacãozinho de lã!

Por isso, querido filho,
Nos olhos eu trago o brilho
De amargura e ingratidão...
E se peço a tua volta
Sinto a trágica revolta
Dominar-me o coração.

Por quê? por que tu morreste
Meu pequeno anjo celeste?
Outras mães, iguais a mim
Todas plenas de carinhos
Passeiam com seus filhinhos
Entre as sombras de um jardim...

Os lábios com os dentes mordo...
Quando vejo um seio gordo
E um lábio nele mamar,
Vêm-me á boca aromas ácidos
Ao ver os meus seios flácidos
Pois precisei esgotar.

Depois minhas noites frias...
Passando as mãos nas estrias
No ventre que te gerou,
Fico sozinha no quarto
E recordo a hora do parto
... E a hora que o sonho acabou...

Revolta... apenas revolta...
Meu desespero se solta
E praguejo contra os céus...
Minha angústia chega ao cúmulo
Ao te ver num frio túmulo
Num silêncio sem adeus...

Com minhas desesperanças
Eu olho em outras crianças
Para tentar encontrar
Um outro olhar tão bonito...
Porém, estás no Infinito
E não consigo te achar...

Embora sofrendo tanto
Minh’alma ainda tenta um canto
Numa canção de ninar...
Estás meu ouvindo, meu Filho?
– Se em meus olhos há um brilho
É uma lágrima a rolar...
..........................................
............................................
Mas do rosto movo os músculos
E abro os olhos aos crepúsculos
Que tingem de fogo os céus...
E uma esperança me volta
Desta trágica revolta
Pois te vejo junto a Deus!

Estás na Eterna Morada
Onde uma luz aureolada
Te cinge com esplendor...
Com outros anjos te envolves
Os meus problemas resolves
E me lanças teu Amor.

Entendo tua partida...
Precisavas de mais vida
E não a achavas aqui.
És livre, meu filho, voa...
Os meus lamentos perdoa
Porque preciso te ti!...”

28.07.1991


Esio Antonio Pezzato

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