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28 de abril de 2011

COMPANHIA


Companhia


Se parece loucura a insanidade,
A decisão tomada foi correta.
O não jamais se diz para um Poeta
Quando ele canta em rimas – a verdade.

A forma de atendê-lo é a mais completa
Para que possa haver felicidade.
Ocultá-la é ferir a liberdade,
É encher de curvas uma linha reta.

Se dois pontos de luz estão distantes,
Um não consegue ao outro ater-se ao brilho.
Separados não podem ser amantes.

Mas se juntos cruzarem os caminhos,
E seguirem do amor o mesmo trilho,
Dois corações jamais irão sozinhos.

06.06.2004


Esio Antonio Pezzato

22 de abril de 2011

PLANTAÇÃO E COLHEITA



Plantação e colheita

Enquanto conto as sílabas nos dedos
A metrificação corre perfeita.
Pois os versos são cheios de segredos,
– Se quebrados, a mente não aceita.

Se a plantação, um dia foi bem feita,
Os versos brotarão leves de ledos.
Dessa forma procuro, na colheita,
Desprezar versos pútridos e azedos.

Portanto tomo o máximo cuidado
Na métrica, na rima, na cesura,
No decassílabo e no alexandrino.

Jamais a inspiração deixo de lado.
Se com afeto foi a semeadura,
Posso flores colher nesse destino.



09.06.2010


Esio Antonio Pezzato

18 de abril de 2011

PORVIR



Porvir

No calvário de toda a inspiração
Sou Cristo com a coroa de sonetos!
Poeta arrebanhando os amuletos
Para em rimas tecer sua canção.

A lança a perfurar meu coração
Soa notas perdidas nos coretos.
E os versos são apenas esqueletos
No ato maior da pura inspiração.

A via-crucis tem 14 passos!
Poeta e Cristo estão nos mesmos braços
Para que o mundo possa ressurgir!

Cristo dá vida às rimas do Poeta,
E a inspiração, no céu surge secreta
Para todos os dias do porvir!


23.10.1990


Esio Antonio Pezzato

15 de abril de 2011

CONSIDERAÇÕES - LIVRO COLCHA DE RETALHOS


Considerações


Minha poesia já não traz o encanto
Da passada e esmaecida mocidade.
Hoje é tangida em cordas da saudade
E é sem sonoridade este meu canto.

Poucos anos separam o passado
Deste presente insípido e tristonho.
O porvir não me traz ridente sonho
E fica em pesadelo transformado.

A primavera vai perdendo as flores
E o verão antecipa a cor do outono.
As folhas vão rolando no abandono
E o inverno se transmuda em frias cores.

A exclamação do corpo belo e altivo,
Numa interrogação atroz se tange.
A costa arqueada lembra um frio alfanje,
Das intempéries fica-se cativo.

Tudo é veloz de mais... a loura aurora
Alcança o sol a pino e traz a arde...
O fogo do desejo já não arde
E o que era doce e lindo... vai-se embora...

O entardecer de dúvidas se fere,
O olhar se torna baço e se enevoa...
E a silenciosa sombra sempre soa
Num ritual de triste miserere...



13.11.2000

Esio Antonio Pezzato

12 de abril de 2011

DATA NATALÍCIA - LIVRO A BUSCA PELO SILÊNCIO


Data natalícia


Dia a dia, hora a hora, instante a instante, a vida
Num louco atropelar de coisas e de fatos,
Num roldão vai levando os sonhos na corrida
Fazendo envelhecer os sonhos e os retratos.

É a mais doida ilusão – a esperança florida
É uma peça que traz os mais traiçoeiros atos.
O palco se desfaz na glória carcomida,
E a vida já não corre em caminhos exatos.

Cada tapa na costa afunda o nosso fardo,
E, trôpegos, os pés já não têm mais firmeza
Tremem as nossas mãos no arremesso do dardo.

O tempo se repete em louco itinerário,
E já não temos nós nos sonhos a certeza
De juntos, celebrar mais um aniversário!



03.12.2010




Esio Antonio Pezzato

3 de abril de 2011

ESCRAVO DA POESIA - LIVRO VERSOS DE UM ANDARILHO


Escravo da Poesia


Preciso que a Poesia me abasteça
De raios de luar, harpas e sinos.
Dos sonhos dos meus sonhos tão meninos,
Antes que a noite rígida aconteça.

Preciso que a Poesia-amor me aqueça
Com sons suaves, ternos, argentinos.
E que eu possa antever os meus destinos
Antes que a primavera refloresça.

Preciso que a Poesia ande em atalhos,
Onde as flores miúdas e esquecidas
Teçam mantas de líricos retalhos.

Preciso que a Poesia em mil cantigas
Perfume com carinho as nossas vidas,
E alegre nossas almas tão amigas.



23.06.2004

Esio Antonio Pezzato

Minha Ana Maria e Sissi

Apresentação Poema "O Evangelho Segundo Judas Ish-Kiriot" Loja Maçônica Acácia Barbarense

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