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29 de maio de 2011

ENCANTO


Encanto

Sei que virás e toda a fantasia
Irá se transformar em realidade.
As rosas rubras, plenas de euforia,
Irão desabrochar pela ansiedade.

Os olhos com resíduos de poesia,
Terão do encanto, a luminosidade.
E num poema puro de alegria,
Do sonho irei tirar a virgindade.

Trazida pelo gérmen da ternura,
Essa felicidade airosa e pura,
Silenciosa fará de mim um rei.

Soberano a reinar o campo amado,
Teus passos vigiarei estando ao lado,
Para fazer cumprir a minha lei.



22.09.2004


Esio Antonio Pezzato

25 de maio de 2011

PAINEL CAIPIRA

Bonecos do Elias Rio Piracicaba (SP) - foto  Dando Nota


Painel Caipira

Contemplo, no horizonte, o céu todo estampado
De violáceos vergões. É inverno. Venta. É agosto.
Pálido, o Sol é um Rei vencido e destronado,
Mas surge a Lua-cheia e lhe arrebata o posto.

Brilham faíscas e o céu fica todo estrelado.
Em delírio, fitando esse dossel exposto,
Lanço para o Infinito os olhos e extasiado
Sinto placas de luz moldando-se em meu rosto.

Lerdo, cordeia o Rio. O silêncio é profundo.
Na mansidão sem fim há espasmos e arrepio.
De tais cintilações me abasteço e me inundo.

Como audazes leões de tais alegorias,
Guardando com furor a alma de nosso Rio,
Vislumbro, em sentinela, os Bonecos do Elias.


Esio Antonio Pezzato

20 de maio de 2011

EIS A MINHA CIDADE



Eis a Minha Cidade

Eis a minha cidade! A de fulgor e encanto,
Por Brasílio aclamada a “Noiva da Colina”
A que Newton cantou feliz “adoro tanto”,
E Archimedes pintou numa paixão divina.

Eis a minha cidade! Aqui meus sonhos planto
Para frutos colher na estrofe purpurina.
Para de Ernst ouvir, num sonho sacrossanto
O seu nome tocado em suave ocarina.

Eis a minha cidade! Hoje tão maltratada,
Forasteiros cruéis agem na madrugada
Num desmando feroz que o tempo nunca vence-o.

Eis a minha cidade! E na paixão mais pura
Quero ter na hora extrema a suprema ventura
De seu nome cantar ante o vir do silêncio!

Esio Antonio Pezzato

16 de maio de 2011

SONÂMBULO


Sonâmbulo

Este meu coração que sonha tanto,
Por certo há de morrer por tanto sonho,
E a cada sonho invento um novo canto
Na ânsia de caminhar sempre risonho.

Em cada um deles busco um novo encanto
E, com firmeza, os pés confiante ponho.
Cada sonho me cobre com seu manto,
Feliz nesta clausura penso e sonho.

Mas acordo... Profana é a realidade:
Subitamente tudo é atroz miragem,
Fantasia cruel que em transe vivo.

E cada vez mais cheio de saudade
Busco encontrar no sonho a mesma imagem
Que tanto o coração deixa cativo.



14.04.2002


Esio Antonio Pezzato

10 de maio de 2011

EM CASA




Em Casa


Em minha casa, após o entardecer,
Molemente deitado numa rede,
E fico olhando os quadros na parede
Numa visão repleta de prazer...

Minha Mãe molha as plantas no quintal
E as rolas e os pardais comem quirela,
Formando uma paisagem de aquarela
Nesta hora sonolenta, vesperal!...

Minha Mãe e eu jogamos papo fora,
Falamos do passado e do presente;
Tarde abafada, tropical e quente,
Sempre atrasada, a noite mais demora...

Os beijinhos e os verdes tinhorões,
Rejuvenescem com os jatos d’água...
Espantam do calor a dura mágoa
Soltando flores lindas, aos montões...

As rúculas e as couves, com vigor,
Aprumam nos canteiros suas hastes,
E os brotos que cortei para desbastes,
No chão de terra vão perdendo a cor.

Vou ao quintal e faço companhia
À minha Mãe, que molha suas plantas,
No chão os moranguinhos fazem mantas
Verdes-vermelhas, numa sinfonia...

A mangueira, com flores cor carmim,
Atrai abelhas que – pólen a pólen –
As florinhas miúdas beijam, bolem,
Num vôo que parece não ter fim...

Pés de mamão, maracujá e figo
Formam neste quintal um paraíso –
No chão o caramujo deixa um friso
Para mostrar que fez um novo abrigo.

A goiabeira, em profusão, atrai
Saíras e sanhaços dia inteiro...
Que fazem de seus galhos um poleiro
E cantam para a ausência de meu Pai.

Fico, às vezes, compondo algum Soneto,
Enquanto minha Mãe faz guardanapos...
Depois voltamos em sonoros papos,
Arquitetando um mundo de projeto.

Ela me conta histórias magistrais –
Fala como foi dura a sua infância...
E, perdida num mundo de distância,
Fica lembrando histórias de seus pais...

Minha Avó que morreu bonita e jovem,
E as Irmãs que morreram tão crianças...
Divagamos perdidos nas lembranças
E essas histórias tanto nos comovem...

Às vezes, de improviso, chega alguém
E também toma pare na conversa,
Nesta hora então, o assunto sempre versa
Numa informalidade que faz bem...

Depois ficamos oura vez sozinhos
E colocamos o jantar à mesa...
E assim jantando temos a certeza
Que nossa vida é feita de carinhos...

10.05.1991


Esio Antonio Pezzato

3 de maio de 2011

PRESENTE DO POETA ANDRÉ BUENO OLIVEIRA

Neusa - EsioPoeta - André Bueno Oliveira


O Poeta André Bueno Oliveira e sua esposa Neusa,  presenteando Esio com o seu belíssimo livro de Poemas "Herança de Poeta" 


Minha Ana Maria e Sissi

Apresentação Poema "O Evangelho Segundo Judas Ish-Kiriot" Loja Maçônica Acácia Barbarense

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