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13 de outubro de 2011

CRÔNICA - BENÊ MARQUES


Benê Marques

Benê Marques foi radialista da P.R.D.6, a conhecida Rádio Difusora de Piracicaba, nos anos 1950 a 1970, creio. E foi um dos maiores em sua época. Granjeou simpatizantes, seguidores, fez escola na arte da comunicação piracicabana.
Nas noites de sábado animava um programa de auditório que era comum àquela época. Programa de variedades imensas. Para ter ingresso no pequeno auditório era necessário comprar ingresso no Chalé do Juca, que ficava ao lado da Difusora. E era necessário chegar cedo, ou ficava mesmo do lado de fora. E tinha cantores municipais, regionais, o famoso Regional D6, que acompanhava os músicos, tinha a “hora dos calouros”, sorteios de café Morro Grande, que era já naquela época, “Três vezes consagrado pela opinião pública”, um slogan forte, tinha o “a Roleta da Sorte”, uma roleta com número de 01 a 50. O contemplado escolhia um número a esmo e a roleta girava. Se caísse no número escolhido ganhava certa quantia em dinheiro, se não, levava para casa um pacote do café Morro Grande. E a bolada ia sendo acumulada até que um dia a sorte sorria e o feliz contemplado levava para casa uma polpuda quantia. Caso o ano inteiro ninguém fosse contemplado, e no último programa do ano a quantia acumulada era dividida em sorteios entre o público presente. Tinha também o famoso “Baú da Sorte”, uma caixa de madeira contendo qualquer coisa. Através de sorteio o contemplado tentava adivinhar o que havia dentro e acertando levava a quantia acumulada. Isso que o Benê dava durante o programa diversas dicas do que poderia haver dentro do baú. Era mesmo um programa inventivo, com auditório ao vivo. Já nas manhãs dominicais era âncora de outro programa, agora infantil, onde desfilavam as cantoras e cantores mirins de nossa cidade. Um público ferrenho defendia os cantores mirins usando intensos aplausos ou estridentes vaias. Bons tempos.
Benê Marques era também locutor esportivo, e narrava com extrema criatividade os jogos do XV, naquela época sempre na Primeira Divisão e o nosso Basquete, também do XV, que era imbatível com Wlamir Marques, Pecente entre tantos outros que honraram a famosa camiseta listrada.
O folclore dizia que era de Benê Maques, o famoso “cu de boi da área do XV”, quando de alguma jogada perigosa da equipe adversária contra nossa Esquadra. Mas isso é folclore mesmo.
Conversas com Benê e ele dizia que era mentira. Que seja mentira então. Mas o “cesta bola” a cada acertada na cesta isso era dele e marcou época. “Cesta Bola” e era o XV sapecando mais uma vitória contra outra equipe.
Depois passou ainda a um programa diário nas manhãs de Piracicaba, o famoso “Periquitinho da Sorte”, que também marcou época... Fiz até um poema para ele nessa época, mas nunca cheguei a publicá-lo, um tanto pela extensão do mesmo...
Travamos mais amizade quando da época da Ekipelanka, já que sua esposa Néia e filha faziam parte, como sua cunhada Elza e seu cunhado, o dr. Alcides Aldrovandi que era presidente da mesma. E seu sobrinho KK era um dos compositores de samba enredo. E era um tempo maravilhoso. Carnavais com Ekipelanka, Zoon Zoon e Ekipexato marcaram época nos anos 1970...
Encontrava-o sempre no Shopping Cidade Alta, já que era vizinho ali. Diariamente batia ponto e, os corredores do Shopping, eram quase que uma Sala de visitas para o Benê Marques, que recebia amigos, conhecidos de toda a cidade para uma boa prosa, um bom momento de recordação de nossa cidade.
Certa vez (ele estava já com a maledeta diabetes) telefonei e perguntei como ele estava. Foi sincero e de uma frieza tal que fiquei desconcertado. Disse-me ele:

– “Tô com o pé na cova!”

Ante minha indagação sorrindo muito disse que havia amputado o pé e o mesmo teve que ser sepultado, então ele já tava mesmo era com o pé na cova. Pode isso??? Fazia piadas até de coisas seriíssimas esse Benê Marques.
Certo dia Benê Marques foi chamado para comandar um programa em outras Esferas e partiu. Sem “cesta bola”, sem “cu de boi na área do XV”, sem “periquitinho da sorte”... Ficou a saudade de um tempo romântico que sempre fico a recordar em minhas crônicas, mas que não volta mesmo. Nunca mais.

Esio Antonio Pezzato

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