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2 de fevereiro de 2012

BRASÍLIO MACHADO - CRÔNICA

Imagem Google

Brasílio Machado

Num distante ano 1875, portanto há 136 anos, um poeta veio residir nesta Piracicaba, chamada então Vila Nova da Constituição. Dois anos depois é que Piracicaba deixou de ser Vila Nova... Mas essa história já é sobejamente conhecida, e eu mesmo já contei aqui numa crônica onde falo da Loja Maçônica “Piracicaba”.
O Poeta em questão era BRASÍLIO Augusto MACHADO de Oliveira, (1848-1919). Advogado e promotor, alma sensível. Vindo, pois, residir em nossa cidade, ficou encantado com tantas belezas naturais, que teceu uns versos em homenagem à nossa cidade e sem querer, cognominou de Noiva da Colina este recanto tão lindo que, 56 anos depois Newton Mello disse que “adorava tanto”. E nós também, com certeza.
O poema intitulado “Piracicaba”, assim se inicia: “Sacode os ombros nus, oh, Noiva da Colina!” todo estruturado em versos alexandrinos, e em quadras regulares, depois foi publicado pelo autor num seu livro de versos que tem o título de “Madressilvas”. Mas o mesmo é uma raridade hoje de ser encontrado. Ficou o Poema que foi publicado na Gazeta de Piracicaba de outra época...
Mas o que era a Noiva da Colina que o poeta tão inspirado cantou? O que inspirou o Poeta para tal manifestação artística? Onde imaginou o Poeta ver a sua Noiva da Colina, que deixou de ser só dele e passou a ser de todos nós?
Hoje em dia as pessoas dizem ser aquela cachoeira que despeja água logo abaixo do Salto no Rio Piracicaba. Mas aquela cachoeira não é nativa, é coisa do homem. É um canal que foi utilizado para captar água do rio para outro interesse.
O verdadeiro “véu da noiva” não existe mais. Tem figura poética muito mais interessante, mais apaixonada. É coisa de poeta mesmo. Mas poeta do timbre de Brasílio Machado. “Véu da Noiva” era aquela neblina que subia do Salto, tempo de inverno, e em massa densa, subia aos ares, e escorria pelos terrenos adjacentes ao Rio, que compreende hoje onde está a antiga Fábrica Boyes, e todo esse trecho entre a Avenida Beira-Rio e a Rua do Vergueiro, do Hotel Beira-Rio à Rua Moraes Barros.
Vou explicar: em 1875, isso tudo era terreno vago, era mato e mata, não havia construção alguma. Não havia mesmo construções. Hoje nesse aglomerado que vivemos, conseguimos entender isso? Não existem fotos. É uma pena. Também não existia o Cantareira que, que nos rouba a água e faz no inverno nosso Rio ficar uma lástima.
Mas Brasílio Machado, estranha abelha nessa colmeia caipira, inspirado nos deixou a todos “noivacolinenses”. Esse epíteto é tão forte, tão denso, que multiplicou seu sentido, alastrou nossas fronteiras.
Não existe força maior do que a Poesia para isso. A manifestação poética quando é densa, genuína, pura, grava na Eternidade, esses disparates poéticos.
Foi assim, numa visão poética que nossa cidade ganhou esse tão interessante epíteto de Noiva da Colina.
Hoje a poesia anda marginalizada, esquecida. Os poetas existem, mas não têm mais os seus leitores. Quase que assassinada, a Poesia ainda vive brotando em grotas, em grutas, em almas sensíveis. Não fossem os Poetas... Ah, não fosse um Poeta, não fosse um Brasilio Machado e Piracicaba não teria tão belo epíteto. Não seria Noiva. Seria sempre linda, pois Piracicaba é linda, sempre foi. Embora destruam paisagens, árvores imponentes (seringueira da Biblioteca, futuramente a imponente seringueira na Casa do Povoador, plantada pelo Elias dos Bonecos), poluam nossos Rios e Córregos (Piracicaba, Corumbataí, Piracicamirim, Itapeva e outros), que as florestas sejam dizimadas para se transformar num mar de canas, Piracicaba é sempre linda. Completa em 1º de Agosto 244 anos. Está sempre linda, sempre jovem, sempre Noiva, sempre virgem. Não há quem, poderoso ou não, não há brutamonte doentio que mate tanta ação cultural, tanta manifestação artística, tanta festa, tanta poesia, tanto humor, tanta paixão, tanta coisa linda em nossa Cidade.
Tudo começou bem antes... Em 1693, portanto há 318 anos e no correr dos séculos, só fará aumentar tanta beleza. E Piracicaba que adoramos e amamos tanto, cheia de flores e cheia de encanto, será sempre nossa linda Noiva da Colina.
Mas essa Noiva se tem um noivo, ele se chama Brasilio Machado. E não há quem possa negar isso.


Esio Antonio Pezzato – poeta e cronista piracicabano
Email: esiopoeta@gmail.com

1 COMENTE AQUI:

Richard Mathenhauer disse...

A bonita Piracicaba merece ter sempre alguém que resgate, de uma forma ou de outra, a sua história. Foi bom conhecer esta minha cidade (afinal, cheguei ao mundo caipiracicabano).

Um abraço,

Minha Ana Maria e Sissi

Apresentação Poema "O Evangelho Segundo Judas Ish-Kiriot" Loja Maçônica Acácia Barbarense

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