Balada da Criação
Nas pontas dos meus dedos já treinados,
Eu tamborilo o ritmo com frequência.
A métrica procuro em persistência
Para os versos jamais soarem quebrados.
Enquanto a mente explode em altos brados,
Uso a técnica, domo o pensamento
Que flui de leve, no valsar do vento.
A estrofe em êxtase de luz suprema
Como pérolas alvas de um diadema
Brota d’alma em delírio atroz, violento.
Maremotos, trovões, gritos, silvados,
E tudo vibra em luz ,numa cadência.
O coração explode em fúria e ardência,
Solta laivos de dor desesperados.
A ideia ferve, os sonhos vão alados,
Há pulverizações de filamento.
Uivam lobos da noite num lamento,
Surgem constelações de forma extrema,
Há colisão de sóis e o verso em gema
Brota d’alma em delírio atroz, violento.
Os abismos de treva – iluminados!
Inexiste saber para tal ciência!
Germina ainda no lodo da existência
E os sonhos – deixa, em transes, inspirados.
Lábios em beijos fortes, esmagados,
Dão o prazer real desse tormento.
Febre, fúria, paixão – divino unguento
Faz que, à Força Divina, a alma trema.
Momentos abissais! E tal teorema
Brota d’alma em delírio atroz, violento.
Oferta:
Canta o Poeta! Deus desse momento
Ele contempla a luz do Firmamento.
Qual Príncipe celeste, enquanto rema,
Na pura inspiração sente que o Poema
Brota d’alma em delírio atroz, violento.
26.03.2008
Nas pontas dos meus dedos já treinados,
Eu tamborilo o ritmo com frequência.
A métrica procuro em persistência
Para os versos jamais soarem quebrados.
Enquanto a mente explode em altos brados,
Uso a técnica, domo o pensamento
Que flui de leve, no valsar do vento.
A estrofe em êxtase de luz suprema
Como pérolas alvas de um diadema
Brota d’alma em delírio atroz, violento.
Maremotos, trovões, gritos, silvados,
E tudo vibra em luz ,numa cadência.
O coração explode em fúria e ardência,
Solta laivos de dor desesperados.
A ideia ferve, os sonhos vão alados,
Há pulverizações de filamento.
Uivam lobos da noite num lamento,
Surgem constelações de forma extrema,
Há colisão de sóis e o verso em gema
Brota d’alma em delírio atroz, violento.
Os abismos de treva – iluminados!
Inexiste saber para tal ciência!
Germina ainda no lodo da existência
E os sonhos – deixa, em transes, inspirados.
Lábios em beijos fortes, esmagados,
Dão o prazer real desse tormento.
Febre, fúria, paixão – divino unguento
Faz que, à Força Divina, a alma trema.
Momentos abissais! E tal teorema
Brota d’alma em delírio atroz, violento.
Oferta:
Canta o Poeta! Deus desse momento
Ele contempla a luz do Firmamento.
Qual Príncipe celeste, enquanto rema,
Na pura inspiração sente que o Poema
Brota d’alma em delírio atroz, violento.
26.03.2008
Ésio Antonio Pezzato














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