Balada da Saudade II
Não é possível que a saudade
Com suas garras de Quimera
Contenha, sim, tanta ansiedade
Que a alma em mil transes dilacera.
Agarra à vida como a hera
Com seus espinhos pontiagudos.
Quer seja inverno, ou primavera,
Os sonhos todos morrem mudos.
Essa Senhora ingrata ainda há de
Despedaçar-se na alta Esfera.
E sua sombra de maldade
Irá morrer de tanta espera.
O tempo corre... Era após Era
Traz os delírios mais agudos.
Mas passa o inverno e à primavera,
Os sonhos todos morrem mudos.
Doce e fatal calamidade!
Essa Senhora o mundo impera.
Chama de ardente claridade
Que amargo fruto delibera.
E o coração jamais supera
Os seus brocados e veludos.
Mas tanto o inverno e a primavera
Os sonhos todos morrem mudos.
Oferta:
Quero que vivas na tapera,
Não vou cantar-te em meus estudos.
Pois eu me inverno em primavera
Os sonhos todos morrem mudos.
25.03.2008
Não é possível que a saudade
Com suas garras de Quimera
Contenha, sim, tanta ansiedade
Que a alma em mil transes dilacera.
Agarra à vida como a hera
Com seus espinhos pontiagudos.
Quer seja inverno, ou primavera,
Os sonhos todos morrem mudos.
Essa Senhora ingrata ainda há de
Despedaçar-se na alta Esfera.
E sua sombra de maldade
Irá morrer de tanta espera.
O tempo corre... Era após Era
Traz os delírios mais agudos.
Mas passa o inverno e à primavera,
Os sonhos todos morrem mudos.
Doce e fatal calamidade!
Essa Senhora o mundo impera.
Chama de ardente claridade
Que amargo fruto delibera.
E o coração jamais supera
Os seus brocados e veludos.
Mas tanto o inverno e a primavera
Os sonhos todos morrem mudos.
Oferta:
Quero que vivas na tapera,
Não vou cantar-te em meus estudos.
Pois eu me inverno em primavera
Os sonhos todos morrem mudos.
25.03.2008
Ésio Antonio Pezzato














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