FLORES SECAS
Poemas de Forma Fixa
Resolvi colocar neste pequeno volume, um tanto de tudo o que já produzi durante 40 anos de Poesia.
Mas aqui vai um adendo: são os versos de forma fixa apenas, compostos de baladas francesas, pantuns malaios, e outras formas distintas de poesia. Algumas quase que totalmente esquecidas... Alguns possíveis leitores poderão ver pelas datas, que a grande maioria dos poemas foram escritos em poucos dias no ano de 2008. É que, quando decidi juntar tais formas de versos, verifiquei que poucos deles existiam. Então resolvi compor outros poemas a fim de que o volume ao menos pudesse ter um conteúdo, além da forma, é claro. Daí toque estudar, analisar, pesquisar e colocar as ideias no papel. Gostei do resultado. Claro que sei, mais que todos, que o que vai aqui não é Poesia pura, mas poesia estudada e pesquisada, já que a Forma não poderia fugir. Mas estudei muito a poesia portuguesa, a barroca, onde os exemplos de décimas são constantes e cheguei a esse resultado final.
Este pequeno volume contém apenas isso. Claro que, em se falando em poesias de forma fixa, o Soneto também deveria aqui estar inserido entre tantas outras formas de se poetar... Mas aqui o deixo de fora e me atenho apenas a essas outras formas mais esquecidas, pois o Soneto é por demais difundido e até quem não sabe o que é Poesia, conhece um Soneto.
Os poemas aqui seguem a tradição estrófica e rítmica. Busquei não inventar apenas criar sobre o já existente com algumas liberdades apenas. Se nas Baladas nossa Literatura traz muitos exemplares, com Martins Fontes e Gustavo Teixeira, Bilac possui apenas quatro Baladas e um Pantum apenas, em Alberto de Oliveira também a produção é pequena, em Machado de Assis outra pequena variedade, bem como Goulart de Andrade, as outras formas de se poetar são quase inexistentes, como o Pantum proveniente da Malásia, o Triolé, a Vilanela a Sextina, as Décimas, o Ritornelo, o Rondó, o Rondel, a Terza Rima, (cujo maior exemplo talvez seja a Divina Comédia, de Dante), e outras. No final deste Volume trago um Elucidário dizendo sobre a forma de se compor cada tipo de Poema, colhido principalmente no “Pequeno Dicionário de Arte Poética”, de Geir Campos. Serve de explicação, pois foi onde encontrei o necessário para tal empreitada.
Compus algumas baladas em versos de nove sílabas, altamente aceitáveis, mas a grande maioria mesmo é feita em versos de oito silabas, com as estrofes tendo oito versos cada. Nas baladas decassílabas, tanto compus estrofes de oito como de dez versos, que é a mais correta.
Quanto aos Pantuns, além dos versos decassílabos e da redondilha-maior, ainda compus no verso Alexandrino e fui além, criando um Pantum com rimas encadeadas. Não conheço outro.
A Sextina sei que está imperfeita quando à disposição das palavras finais, mas é irrelevante. Também as Glosas, em Décimas, algumas estrofes trazem o ponto final no quinto verso, o que não
deveria acontecer. Mas não me preocupei tanto com isso também. Oras, a interpretação de tudo no século XXI me dá tal liberdade. Os mais críticos poderão ver tais errinhos, tais falhas, mas as cito aqui para mostrar que, antes deles, eu já havia notado.
Dentro disso tudo explicado, falei acima do Soneto, e decidi por mostrar apenas dois. Deveria me ater mais a ele, como sendo a Poesia de forma fixa mais conhecida do mundo. Desde Petrarca, nos idos do século XV, o mesmo é cultuado, então eu deveria aqui ir além e deixar nestas páginas, uma Coroa de Sonetos, mas iria alongar o livro desnecessariamente em mais 15 páginas. Sendo assim coloco aqui uma invenção minha, a Poesia monossilábica, e então tais Sonetos aqui vão não como Sonetos em si, mas como exemplo de monossilabismo. Espero que entendam isso também.
Sou um afeiçoado à Escola Romântica, da qual sou seguidor; e entendo mesmo que essa Escola do Século XIX teve apenas início e seu fim ainda não chegou. A mesma, porém, não traz grandes exemplares. (Álvares de Azevedo tem uma Terza Rima) Apenas na Parnasiana, onde a Forma era altamente cultuada. Assim deixo para futuros leitores, um livro que deverá permanecer inédito. Que um dia, no futuro, esse pequeno volume de minhas obras possa ser lido e entendido.
Poemas de Forma Fixa
Resolvi colocar neste pequeno volume, um tanto de tudo o que já produzi durante 40 anos de Poesia.
Mas aqui vai um adendo: são os versos de forma fixa apenas, compostos de baladas francesas, pantuns malaios, e outras formas distintas de poesia. Algumas quase que totalmente esquecidas... Alguns possíveis leitores poderão ver pelas datas, que a grande maioria dos poemas foram escritos em poucos dias no ano de 2008. É que, quando decidi juntar tais formas de versos, verifiquei que poucos deles existiam. Então resolvi compor outros poemas a fim de que o volume ao menos pudesse ter um conteúdo, além da forma, é claro. Daí toque estudar, analisar, pesquisar e colocar as ideias no papel. Gostei do resultado. Claro que sei, mais que todos, que o que vai aqui não é Poesia pura, mas poesia estudada e pesquisada, já que a Forma não poderia fugir. Mas estudei muito a poesia portuguesa, a barroca, onde os exemplos de décimas são constantes e cheguei a esse resultado final.
Este pequeno volume contém apenas isso. Claro que, em se falando em poesias de forma fixa, o Soneto também deveria aqui estar inserido entre tantas outras formas de se poetar... Mas aqui o deixo de fora e me atenho apenas a essas outras formas mais esquecidas, pois o Soneto é por demais difundido e até quem não sabe o que é Poesia, conhece um Soneto.
Os poemas aqui seguem a tradição estrófica e rítmica. Busquei não inventar apenas criar sobre o já existente com algumas liberdades apenas. Se nas Baladas nossa Literatura traz muitos exemplares, com Martins Fontes e Gustavo Teixeira, Bilac possui apenas quatro Baladas e um Pantum apenas, em Alberto de Oliveira também a produção é pequena, em Machado de Assis outra pequena variedade, bem como Goulart de Andrade, as outras formas de se poetar são quase inexistentes, como o Pantum proveniente da Malásia, o Triolé, a Vilanela a Sextina, as Décimas, o Ritornelo, o Rondó, o Rondel, a Terza Rima, (cujo maior exemplo talvez seja a Divina Comédia, de Dante), e outras. No final deste Volume trago um Elucidário dizendo sobre a forma de se compor cada tipo de Poema, colhido principalmente no “Pequeno Dicionário de Arte Poética”, de Geir Campos. Serve de explicação, pois foi onde encontrei o necessário para tal empreitada.
Compus algumas baladas em versos de nove sílabas, altamente aceitáveis, mas a grande maioria mesmo é feita em versos de oito silabas, com as estrofes tendo oito versos cada. Nas baladas decassílabas, tanto compus estrofes de oito como de dez versos, que é a mais correta.
Quanto aos Pantuns, além dos versos decassílabos e da redondilha-maior, ainda compus no verso Alexandrino e fui além, criando um Pantum com rimas encadeadas. Não conheço outro.
A Sextina sei que está imperfeita quando à disposição das palavras finais, mas é irrelevante. Também as Glosas, em Décimas, algumas estrofes trazem o ponto final no quinto verso, o que não
deveria acontecer. Mas não me preocupei tanto com isso também. Oras, a interpretação de tudo no século XXI me dá tal liberdade. Os mais críticos poderão ver tais errinhos, tais falhas, mas as cito aqui para mostrar que, antes deles, eu já havia notado.
Dentro disso tudo explicado, falei acima do Soneto, e decidi por mostrar apenas dois. Deveria me ater mais a ele, como sendo a Poesia de forma fixa mais conhecida do mundo. Desde Petrarca, nos idos do século XV, o mesmo é cultuado, então eu deveria aqui ir além e deixar nestas páginas, uma Coroa de Sonetos, mas iria alongar o livro desnecessariamente em mais 15 páginas. Sendo assim coloco aqui uma invenção minha, a Poesia monossilábica, e então tais Sonetos aqui vão não como Sonetos em si, mas como exemplo de monossilabismo. Espero que entendam isso também.
Sou um afeiçoado à Escola Romântica, da qual sou seguidor; e entendo mesmo que essa Escola do Século XIX teve apenas início e seu fim ainda não chegou. A mesma, porém, não traz grandes exemplares. (Álvares de Azevedo tem uma Terza Rima) Apenas na Parnasiana, onde a Forma era altamente cultuada. Assim deixo para futuros leitores, um livro que deverá permanecer inédito. Que um dia, no futuro, esse pequeno volume de minhas obras possa ser lido e entendido.
Piracicaba, janeiro de 2009
Ésio Antonio Pezzato














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