Balada da Saudade I
Sim, é impossível que a maldade
Maltrate tanto um coração.
E aja em perversa atrocidade
Ferindo-o a balas de canhão.
Vivo de sonho e de ilusão
E ser feliz assim quem há de?
Disfarço em versos de canção
Tudo o que chamo de Saudade.
Sua feroz intensidade
É monorrítmica estação.
No inverno é pura frialdade,
E é brasa pura no verão.
Na primavera a sensação
Floresce apenas por piedade.
Porém, no outono é com razão
Tudo o que chamo de Saudade.
Tanto no campo ou na cidade
É sempre a mesma sensação.
Não acredito na verdade
Mas a mentira é uma oração
Que o eco repete num refrão.
Com ela vivo na orfandade
Sem ela é tudo solidão
Tudo o que chamo de Saudade.
Oferta
Madrasta ingrata! Os sonhos vão
Nessa sem fim perversidade.
Por maltratar um coração
Tudo o que chamo de Saudade.
24.03.2008
Sim, é impossível que a maldade
Maltrate tanto um coração.
E aja em perversa atrocidade
Ferindo-o a balas de canhão.
Vivo de sonho e de ilusão
E ser feliz assim quem há de?
Disfarço em versos de canção
Tudo o que chamo de Saudade.
Sua feroz intensidade
É monorrítmica estação.
No inverno é pura frialdade,
E é brasa pura no verão.
Na primavera a sensação
Floresce apenas por piedade.
Porém, no outono é com razão
Tudo o que chamo de Saudade.
Tanto no campo ou na cidade
É sempre a mesma sensação.
Não acredito na verdade
Mas a mentira é uma oração
Que o eco repete num refrão.
Com ela vivo na orfandade
Sem ela é tudo solidão
Tudo o que chamo de Saudade.
Oferta
Madrasta ingrata! Os sonhos vão
Nessa sem fim perversidade.
Por maltratar um coração
Tudo o que chamo de Saudade.
24.03.2008
Ésio Antonio Pezzato














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