Balada da Vitória
Para o poeta parnasiano
A forma fixa é uma cadeia.
A inspiração é um oceano
Que a alma em instantes incendeia.
Mas ele o verso e a rima doma,
Doma a cesura mais correta.
Leão sacudindo a hirsuta coma,
Eis a vitória do Poeta.
E nada o prende neste plano...
Se a ideia foge ou devaneia,
Tal qual um grande soberano,
Eis que ele trava uma epopeia.
A inspiração n’alma lhe assoma
E a forma torna-se concreta.
Um brinde às Musas ele toma,
Eis a vitória do Poeta.
Se o desespero lhe é insano,
A rima filtra e tece a ideia.
Pois o poeta é um ser humano
Que adoça a vida da colmeia.
Tal qual um gladiador de Roma
A rima rica é sua seta.
Multiplicando a sua soma,
Eis a vitória do Poeta.
Envio:
Deixa o poema na redoma
E faz do amor a sua meta.
Ao dominar o sacro Idioma,
Eis a vitória do Poeta.
28.03.2008
Para o poeta parnasiano
A forma fixa é uma cadeia.
A inspiração é um oceano
Que a alma em instantes incendeia.
Mas ele o verso e a rima doma,
Doma a cesura mais correta.
Leão sacudindo a hirsuta coma,
Eis a vitória do Poeta.
E nada o prende neste plano...
Se a ideia foge ou devaneia,
Tal qual um grande soberano,
Eis que ele trava uma epopeia.
A inspiração n’alma lhe assoma
E a forma torna-se concreta.
Um brinde às Musas ele toma,
Eis a vitória do Poeta.
Se o desespero lhe é insano,
A rima filtra e tece a ideia.
Pois o poeta é um ser humano
Que adoça a vida da colmeia.
Tal qual um gladiador de Roma
A rima rica é sua seta.
Multiplicando a sua soma,
Eis a vitória do Poeta.
Envio:
Deixa o poema na redoma
E faz do amor a sua meta.
Ao dominar o sacro Idioma,
Eis a vitória do Poeta.
28.03.2008
Ésio Antonio Pezzato














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