Balada das mãos vazias
Todos os sonhos que nós trazemos
Acumulados em nossos dias,
Sendo verdades, nós já não cremos;
Que se transformem em alegrias.
Sonhos não passam de fantasias
Que em transe mexem com nosso sono.
Numa hora as mãos se tornam vazias,
A primavera se faz outono.
Aos nossos barcos faltam os remos
E a correnteza, em mil sinfonias,
Geme seus cantos tristes, extremos,
Como a anunciar ferais agonias.
Desesperadas, as ventanias
As aves levam num abandono;
As mãos se tornam frias, vazias,
A primavera se faz outono.
Com nossos olhos nós já não vemos,
As esperanças tremem vadias.
As nossas preces, em tons supremos,
Gemem angústias, melancolias.
Busco nas trevas as Três-Marias,
Mas nem dos sonhos sinto-me dono.
Não trago preces nas mãos vazias,
A primavera se faz outono.
Envio:
Oh, Sorte ingrata! Tu poderias
Trazer-me a glória de um lindo trono...
As minhas mãos acenam vazias,
A primavera se faz outono.
22.01.2009
Todos os sonhos que nós trazemos
Acumulados em nossos dias,
Sendo verdades, nós já não cremos;
Que se transformem em alegrias.
Sonhos não passam de fantasias
Que em transe mexem com nosso sono.
Numa hora as mãos se tornam vazias,
A primavera se faz outono.
Aos nossos barcos faltam os remos
E a correnteza, em mil sinfonias,
Geme seus cantos tristes, extremos,
Como a anunciar ferais agonias.
Desesperadas, as ventanias
As aves levam num abandono;
As mãos se tornam frias, vazias,
A primavera se faz outono.
Com nossos olhos nós já não vemos,
As esperanças tremem vadias.
As nossas preces, em tons supremos,
Gemem angústias, melancolias.
Busco nas trevas as Três-Marias,
Mas nem dos sonhos sinto-me dono.
Não trago preces nas mãos vazias,
A primavera se faz outono.
Envio:
Oh, Sorte ingrata! Tu poderias
Trazer-me a glória de um lindo trono...
As minhas mãos acenam vazias,
A primavera se faz outono.
22.01.2009
Ésio Antonio Pezzato
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