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20 de novembro de 2009

SONETOS DO LIVRO " OFÍCIO DE POETA II"



Segredos dos versos

Procuro, no concreto da cadência,
Decifrar os enigmas e os segredos
Dos versos que componho com freqüência,
Contando em transe, as sílabas nos dedos.

A metrificação é uma seqüência
Que tamborila sons cheia de medos.
Corre a cesura em danças e folguedos,
Sem sequer darmos conta de tal ciência.

Decassílabos ou alexandrinos!
Versos heróicos, sáficos, martelos,
Ou mesmo duplamente cesurados.

Mistérios que convergem os destinos!
Perfeitos tornam-se formosos, belos,
Num altar dever ser glorificados!

28.03.2003


Flores da saudade

Quero plantar ao longo dos canteiros
Sementes das espécies mais variadas,
Para deixar as noites perfumadas
E todos os meus sonhos prisioneiros.

Plantar as esperanças encontradas.
Dos canários seus cantos seresteiros.
Os meus sonhos azuis e verdadeiros,
Minhas insônias, minhas madrugadas.

Plantar a tua ausência tão sentida,
Que levo na sem-fim eternidade
E invade a solidão da minha vida.

Porém, na minha louca insanidade,
Só consegui, com a alma entristecida,
Fazer brotar as flores da saudade.

18.05.2004

Soneto de Natal I


Natal! Na terra há um hino de alegria
Anunciando a chegada de Jesus.
Em Belém, uma pobre estrebaria,
Envolve-se no brilho que seduz.

Tudo vibra de encanto e de harmonia,
A salvação do mundo jorra a flux.
Humilde serva – a celestial Maria! –
Sabe que a um Deus Divino deu a luz.

Num instante o Menino aflito chora,
E, Maria nos braços, sem demora,
Acolhe-O com carinho divinal.

Dá-Lhe o peito e, nos braços ela O aquece.
Logo após em silêncio Ele adormece
Inocente no colo maternal.

16.11.2004


Soneto de Natal II


Na mais humilde e pobre estrebaria
O menino Jesus ergue os bracinhos.
Aflita e inexperiente, eis que Maria,
O acolhe nos seus braços com carinhos.

Jesus chora mais alto... A noite é fria.
Ele e seus pais na noite estão sozinhos.
Um galo canta na amplidão vazia.
A um passo a neve cai pelos caminhos.

– “ Meu amado José, o que preciso
Fazer para o Menino não chorar?”
E José, com a voz do paraíso:

– “ Maria, minha esposa, o Deus-menino
Embora sendo Deus é pequenino
E está com fome. Dê-Lhe de mamar!”

22.11.2004


País do Sonho

Se é loucura sonhar, é bendita a loucura
Que à minha mente traz o delírio do sonho.
Nele, em frêmitos viajo ao país da aventura,
Onde posso trilhar um caminho risonho.

No sonho que idealizo a esperança é mais pura,
E meus passos, febril, na caminhada ponho.
Não há dias sem sol, e nem há noite escura:
Tudo brilha e tem cor – no próprio sonho – sonho!

Nele te encontro em mim, e ambos somos capazes
De viver o prazer que em segredos sonhamos
Num país do deserto em abismo de oásis.

Dentro deste país, Senhor da Eternidade,
Posso pomos colher dentre dourados ramos,
Como exigir de ti toda a minha Vontade.

12.07.2004


Incapacidade

Se somos nós o amor que existe em nós
Por que vivemos ardilando tramas,
Em tragédias, comédias, falsos dramas,
Amarrando ilusões em falsos nós?

Ocultamos no peito a própria voz
E acendemos na Vida falsas chamas.
Se o verbo é um só, e eu te amo e se tu me amas,
Por que esse desespero tão atroz?

O eco repete sempre o fim das frases,
Mas para o amor nós somos incapazes
E assim vivo sem ti, vives sem mim.

E toda a história que sonhamos juntos
Fará de nós misérrimos defuntos,
Numa história de amor que teve fim.

02.09.2003

Crença banal

Eu acredito que a felicidade
Nas coisas muito simples, ela mora.
Estar feliz cheira à banalidade,
E estar feliz não tem razão nem hora.

E ela arrebenta da tristeza a grade,
Que de alegria mesmo o peito chora.
Estar feliz beira à casualidade,
E estar feliz é bom estar no agora.

E estou feliz agora, por exemplo!
Uma notícia construiu o Templo
Onde canto em enorme alacridade.

E estou feliz, muito feliz... Quem dera
Esse instante de azúlea primavera,
Ser sublime na minha eternidade.

29.03.2004

Instinto

Se esta vida é de fato uma balada
Dentro de seu refrão imaginário,
Eu me transformo ao longo da jornada
Para fazer justiça ao meu salário.

Posso, é claro, cantar na madrugada,
Por instinto mudar o itinerário.
Também mostrar ter alma apaixonada
E soltar longos trinos de canário.

Posso tudo fazer preso à vontade.
Se às vezes no silêncio me apareço,
Busco ocultar a minha identidade.

No anonimato a vista ao longe alargo,
Mas se para cantar existe um preço,
O meu canto se torna duro e amargo.

17.05.2004


Semeadura variada

Passei a semear sementes de saudade
Desde que tua ausência em minh’alma alojou-se.
E aquele tempo bom, de alegria tão doce,
Pôs em meu coração da angústia a férrea grade.

Se o passado voltasse e florido me fosse,
Eu cantara feliz em terna suavidade.
No presente, porém, brota amarga maldade,
E sinto meu viver ardendo em tredo alcouce.

Pudesse eu plantaria as mais variadas flores,
Para multiplicar meu caminho de cores,
Para poder viver meus dias mais felizes.

Porém, dentro de mim brotam os pesadelos,
A angústia vai tecendo intrínsecos novelos,
E não posso curar tão negras cicatrizes.

17.05.2004


Companhia


Se parece loucura a insanidade,
A decisão tomada foi correta.
O não jamais se diz para um Poeta
Quando ele canta em rimas – a verdade.

A forma de atendê-lo é a mais completa
Para que possa haver felicidade.
Ocultá-la é ferir a liberdade,
É encher de curvas uma linha reta.

Se dois pontos de luz estão distantes,
Um não consegue ao outro ater-se ao brilho.
Separados não podem ser amantes.

Mas se juntos cruzarem os caminhos,
E seguirem do amor o mesmo trilho,
Dois corações jamais irão sozinhos.

06.06.2004


Percepção


No início a sensação é tanto estranha,
Não se consegue, não, lidar com isso.
Pesa no peito colossal montanha!
Fica-se devaneando no serviço...

Dorme esquecido velho compromisso,
Uma tocha de fogo arde na entranha!
A vida vibra em forte reboliço,
Na noite o pensamento faz campanha.

A palavra aparece poderosa,
Há uma explosão de dínamos profundos,
No jardim desabrocha rubra rosa.

No momento um farol brilha e projeta
Dentro do coração imensos mundos.
Nesse instante maior – nasce o Poeta!

18.03.2002


Sonâmbulo


Este meu coração que sonha tanto,
Por certo há de morrer por tanto sonho,
E a cada sonho invento um novo canto
Na ânsia de caminhar sempre risonho.

Em cada um deles busco um novo encanto
E, com firmeza, os pés confiante ponho.
Cada sonho me cobre com seu manto,
Feliz nesta clausura penso e sonho.

Mas acordo... Profana é a realidade:
Subitamente tudo é atroz miragem,
Fantasia cruel que em transe vivo.

E cada vez mais cheio de saudade
Busco encontrar no sonho a mesma imagem
Que tanto o coração deixa cativo.

14.04.2002


Solidão de Poetisa




– Eras tu o Poeta... E eu era tão-somente
Aquela que te ouvia os versos que compunhas.
Hoje, porém, partiste e tristonha e demente,
Com esta solidão vivo roendo as unhas.

Eras tu o Poeta... E puseste a semente
Dentro do meu viver do amor que não supunhas...
E este amor eu vivi escandalosamente;
– As flores do jardim são minhas testemunhas! –

Eu, atenta te ouvia os versos rendilhados...
Redondilhas azuis, baladas e sonetos,
Rimas da cor do sol, cantos apaixonados...

Hoje, sozinha estou, a solidão me avisa.
De tudo o que cantaste eu recolho os gravetos,
Mas não sei escrever... Eu não sou Poetisa...

23.10.2003
Porto de Galinhas, PE


Solidão


Essa vontade de não ter vontade
A angústia e o tédio fervem junto à mente,
Desânimo total e persistente
O pensamento preso em férrea grade.

Olhar perdido equidistantemente,
E essa falta constante de ansiedade.
Vago e perdido olhar, simples saudade,
Que apodrece e não passa de semente.

Frio, calor, pancadas, densa estiagem,
Uma vontade absurda de estar só
No deserto fugir-se da miragem.

Antecipar o fim e não ter medo,
Solitário partir com meu segredo,
Deixando sobre a estrada a angústia e o pó.

17.02.2004


Ésio Antonio Pezzato

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