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22 de novembro de 2009

SONETOS DO LIVRO "OFICIO DE POETA III"



Eterno elixir

Às vezes tento pôr no verso que fabrico
Gotas d’ouro de mel de inspiradas abelhas.
E quanto mais escrevo eu me torno mais rico,
Que as palavras são luz brilhando iguais centelhas.

O verso é minha capa e as estrofes são telhas
Que protegem meu sono em locais onde fico.
As palavras reúno em rebanhos de ovelhas,
E com elas me aqueço e a Deus me glorifico!

Meu verso é puro, é claro, e é sonoro, e percebo,
Que se transforma em água e é doce e é cristalino,
Meu eterno elixir quando na fonte o bebo.

Bem mais que minha vida é o verso que ora teço,
Porque com ele em mim desvendo o meu destino,
E a quem eu quero bem, com amor o ofereço.

21.05.2002


Medo

Da vida, ao me sentir ameaçado,
Eu me fecho num círculo perfeito.
Assim desta maneira enclausurado,
Às intempéries sinto-me insujeito.

Sem rebarbas que possa ser tocado,
Oculto o coração dentro do peito.
Desta forma não posso ser domado,
A ataques de surpresa – vivo afeito.

Por isso às agressões estou imune,
Ao mundo ingrato sempre saio ileso
E a palavra de fogo não me pune.

Dou a volta ao redor de cada engodo,
Dos desejos que tenho sei-me preso,
E das minhas verdades sou um Todo.

21.05.2002


Caminhos e caminhos

Caminhos e caminhos e caminhos.
E eu aqui – frente a rumos a seguir...
Tantos passam por mim e vão sozinhos,
Que me atrevo a ir buscar o meu porvir.

Ouço além esfuziantes burburinhos:
São crianças que chegam a sorrir...
Todas elas cantando a voz dos ninhos,
– Impossível que possam me trair!

Apresso o passo e vou no rumo delas:
Todas com lindos sonhos, tagarelas,
Esperanças nas mãos... e lá vou eu...

Mas ao chegar de vez junto às crianças,
Percebo atrás de mim as esperanças,
E contemplo um passado... que morreu...

05.11.1996


No silêncio

No silêncio da minha solidão
Em vão procuro achar tua presença.
Nessa angústia minh’alma se condensa
Não acho lenitivo ao coração.

Murmuro a mais tristíssima canção
Buscando as rimas de esquecida crença.
Porém, no peito a dor é tão intensa,
Que à voz do canto fico sem razão.

Em labirintos de tristezas erro...
Num cárcere moldado a angústia e a ferro
Perpétua é a pena por saber-me só.

Sem ar, sem luz, sem fé, vago nas trevas...
Só tu, sofrida vida, é que me levas,
Para o deserto de tristeza e pó.

20.10.2004
00:10h.


Abandono

Foste a ilusão de um sonho simplesmente...
Um sonho que ruiu em tempestade.
Que transformou esperas em saudade,
Apodrecendo ainda na semente.

Foste um sonho feroz, cruel, latente,
Que do castigo fez a suavidade.
E que à alma escrava trouxe a liberdade,
Trazendo ao frio o referver mais quente.

Foste o Nada podendo ser o Tudo,
Tétrica noite a recobrir o dia,
Para o Poeta trouxe o canto mudo.

Abandonado neste imenso porto,
Morre-me o Verso, morre-me a Poesia,
E mesmo vivo sei que sou um morto.

21.10.2004

Sonhos de ilusão

Se existiu no passado ardente fantasia,
Neste presente vibra a dor, paira o abandono.
Dias atrás um sol de verão que fulgia,
Agora a solidão de um sepulcral outono.

Para ti dediquei versos numa poesia;
Primavera – sonhei na languidez do sono.
Hoje a noite que chega é letárgica e fria,
E sei que já não sou da tua mente – o dono.

Esquiva tu fugiste e me escondeste o rosto,
E eu – inverno glacial – sem trono e sem cajado,
Sou Senhor da Ilusão não impondo respeito.

Mordo o sonho e o sabor de amargo e ácido gosto
Desta batalha atroz me mostra derrotado,
E a lança desta Dor penetra no meu peito.

23.03.2004


Perfeição


À cadência do Verso mais perfeito
Eis que busco viver meu duro ofício.
E me ponho no altar do sacrifício
Para jamais compô-lo com defeito.

Ao cruel desafio estou afeito.
Chega-me a inspiração como um bulício.
Cada verso é um efêmero exercício
Que o Poeta procura satisfeito.

Mas assim que o poema está composto,
Tira, o Poeta, as bagas de seu rosto
E esquece a inspiração daquele instante.

Fica esquecido o verso na gaveta,
E ele parte buscando delirante,
Outra rima esquecida numa greta.

28.08.2003


Submissa


Eu te ofereço além dessa paixão extrema
A ânsia de dominar desejos e verdades.
Depois te conduzir à glória mais suprema,
Fazer-te sucumbir frente as minhas vontades.

Eu te ofereço mais... A mais preciosa gema
Que existe na palavra e prende em férreas grades.
Te ofereço grilhões e cristalino estema
Feito de etéreos nós, feito de insanidades.

Te ofereço o poder da submissão completa,
Tu sendo Musa-escrava, eu sendo o teu Poeta,
Para te contemplar na prisão do meu verso.

E estarás por prazer presa em tão ferrenho elo,
Que jamais poderás fugir deste castelo
Onde o Poeta-rei será teu Universo!

15.03.2006


Ésio Antonio Pezzato

2 COMENTE AQUI:

Anônimo disse...

Data: 20/11/2009, 14:29:13
Nome: Esio Orlando Gonzaga de Araujo
Com muita satisfação tenho a honra de descobrir um "xará" triplo por assim dizer: de ordem, de rito e de nome, levando-se em consideração que essas 3 variantes não são tão comuns em suas espécies. Só falta descobrir o nome histórico para saber se também somos xarás. Fiquei muito feliz. Parabéns meu irmão, sucesso.

Anônimo disse...

Data: 20/11/2009, 14:31:54
Nome: Esio Orlando Gonzaga de Araujo
Ah esqueci de um detalhe, se tiver um tempinho entre em contato, será um prazer manter contato.
três abraços,

esio@araujoezangotti.com.br

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