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16 de novembro de 2009

VERSOS ALEXANDRINOS



Prometo

Sou garimpeiro. Busco achar em cada mina
As pedras e os cristais do mais alto quilate.
Busco o rubi mais puro em vermelho escarlate,
A esmeralda mais bela e pura e cristalina.

Junto à minha bateia uma luz me ilumina.
E tréguas nunca ponho a esse denso combate.
Quero o sonho adornar num festivo arremate,
Que a ânsia de mais viver assim me determina!

Quero tudo encontrar neste airoso projeto,
Quero a luz da manhã, junto às cores da tarde,
Quero, à Sabedoria, unir Força e Beleza.

Junto aos olhos de luz de um grandioso Arquiteto
Sonho viver feliz sem provocar alarde,
Para encontrar de vez, a paz na Natureza!

25.09.2008

v v v v v v v v v

A própria luz

A Poesia requer da alma toda a nobreza
Que possa ela conter: requer paz e paciência,
Sonho, desejo, estudo, um pouco de destreza,
E força de vontade e muita persistência.

Quer ouvidos febris para, da Natureza,
Ouvir pequenos sons que brotam na Existência;
Boa imaginação, ter calma com a certeza
E ter olhos sutis frente a tamanha Ciência.

De mim Ela requer a minha própria Vida!
E a ela me doo inteiro em todos os momentos
E d’ela sou cantor dentro de cada dia.

Que a Poesia põe luz na estrada a ser seguida,
É mesmo a própria luz nos largos Firmamentos,
Da minha vida o Sol que em febre, me alumia.

26.09.2008

v v v v v v v v v

Painel ribeirinho

Beira-rio, a Avenida. Ali contemplo a glória
Sagrada e secular que tem a alma de um Povo.
Nesse imenso painel vou desfiando a memória,
Frente lembranças tais, em transe me comovo.

Cada relíquia guarda a imensa trajetória
E, a ânsia de progredir com êxtases eu louvo.
É o delírio da luz que grava a sua História
Entre fulgurações de ouro polido e novo.

Um velho pescador constrói a sua rede;
Na água pura do Rio ele mitiga a sede,
E de cardumes tira o familiar sustento.

E quando vejo um barco a cruzar seu destino,
Contemplo a exaltação à Festa do Divino,
E o Espírito Encarnado é luz nesse momento!

29.09.2008

v v v v v v v v v

Manhã Caipira

Principia a clarear. A luz a treva cobre
E, fulmíneo, febril, forte, fosforescente,
O Sol, como um Tritão em brilhos surge sobre
A fria madrugada irrompendo o Oriente.

O espetáculo lembra o referver do cobre!
Há uma explosão da luz brilhante, reluzente.
As aves, em zunzuns num canto vário e nobre,
Por entre capinzais cantam continuamente.

Do Rio a água se agita em fachos cristalinos.
Em santas oblações há sonoros arpejos,
Há rebrilhos da vida em solos de violinos.

E, à luz do Sol mais forte em constantes desejos,
Na ânsia de mais viver, na glória dos meninos,
Ao novo alvorecer lanço milhões de beijos.

29.09.2008

v v v v v v v v v

As Luzes do Poeta

O Poeta trabalha!... em sua faina imensa
Procura decifrar os enigmas da vida.
Na ânsia da Inspiração mil palavras condensa
Para a Ideia sair cinzelada e polida.

Os seus versos transforma em luminosa crença
E o mundo tenta ouvir numa estrada florida.
Se, por eles não busca a régia recompensa,
Para viver em paz o Homem ele convida.

Semeando os versos ele, em seu sonho festivo,
Urde e canta a Esperança, o Amor e a Caridade,
E, três luzes juntando eis que se faz mais vivo.

Frente ao dom da Beleza ele doma a vaidade,
Com os músculos da Força ele se faz cativo,
Frente à Sabedoria ele crê na verdade.

30.09.2008

v v v v v v v v v

Divina Paixão

Em ânsias te procuro em todos os lugares:
– És o divino amor que tenho em minha vida!
Por ti singro a amplidão das terras e dos mares,
Busco-te, meu amor, Estrela Prometida!

Nas noites em que o céu esborrifa luares,
A teu encalço saio e levo de vencida
Rochedos, vastidões, reinados milenares,
Na ânsia de te encontrar, minha Fada querida!

És meu sol interior! Minha estrada clareias!
Nas dunas do deserto és o oásis mais sonhado,
És meu sonho maior dentro de cada dia.

Princesa donairesca adarvada de ameias,
Por ti pulsa minh’alma e mais apaixonado
Vivo quando me encontro em teus braços, Poesia!

30.09.2008

v v v v v v v v v

Três Luzes

O estupendo painel da Trindade Suprema
Tem a luzir a Fé, a Esperança e a Caridade.
A França nos legou também a este diadema
Três joias de fulgor dentro da Eternidade.

Somos todos iguais! Nessa intensa verdade
Existe a Liberdade em sua glória extrema;
E, se somos Irmãos, não poderá a maldade
Neste mundo imperar num vil estratagema!

No triângulo da Vida, o Esquadro, o Prumo e o Nível
Deve tudo conter em puras plenitudes,
Junto ao Grande Arquiteto e Seu poder incrível.

Eis a Força, a Beleza e o Saber: três Colunas
Que sustentam a Vida em todas as virtudes,
Três almas numa só unidas plenas, unas!

01.10.2008

v v v v v v v v v

Tear do Tempo

À medida que o tempo em rudes teares tece
Os Sonhos e Ilusões que em nossa vida temos,
Desta louca existência eivada de quermesse
Vamos acumulando os desejos supremos.

Nossos sonhos – um barco! E nossas mãos – os remos!
As nossas ilusões – uma sentida prece!
Os dias do amanhã são sombras que não vemos,
E os dias do passado – a mente, insana – esquece!

Projetamos dobrar os séculos vindouros,
Tantos antes de nós visionaram mil louros,
E apenas hoje são num cemitério sombra.

Sonhamos ter mais vida e mais luzes sonhamos,
Nossos sonhos, porém, apodrecem nos ramos,
E no tear do tempo o sonho nos assombra.

01.10.2008

v v v v v v v v v

Renascer

Sangra o sol no Oriente, um novo dia vibra
Trazendo aos corações uma nova Esperança.
E o homem, no seu afã, na vontade se libra,
Seus músculos retesa e no labor se lança.

Trabalha a terra firme e forte; em faina e fibra
Sonha! Em êxtase santo a su’alma criança
Entre raios de luz fremente se equilibra,
Enquanto a vida passa e o tempo em febre – avança!

Primavera festeja essa glória festiva!
Num lírico esplendor multiplicam-se os sonhos,
A vida se renova em todos os minutos.

A alma se abraça à Terra em frêmitos cativa!
No peito os corações palpitantes, risonhos,
Cantam o renascer da Vida em novos frutos!

07.10.2008

v v v v v v v v v

Taça vazia

Está vazia a taça. O vinho foi sorvido
Nas comemorações diversas e variadas.
Hoje me pego aqui – cabisbaixo e vencido,
Vendo os brilhos febris das longas madrugadas.

Se devo ou não estar agora arrependido
Não pretendo pedir desculpas atrasadas.
A vida por viver já não contém sentido,
Os passos a seguir travam-me as caminhadas.

Já vivi, com certeza, a minha Última Ceia!
O vinho da Paixão entrou em cada veia
E agora só me resta um Calvário e uma Cruz.

Olho a taça vazia – e angústias, traumas, medos,
E os dias por viver trazem sonhos azedos,
A Poesia, porém, toda essa dor traduz!

03.11.2008

v v v v v v v v v

Crepusculário

Começo a entardecer. O sol deita no Ocaso
E as esperanças vão morrendo... vão morrendo...
A noite se aproxima e um velho bruxo horrendo
Passa por mim, a rir, mostrando pouco caso.

No céu brilha uma estrela e seu brilho estupendo
Paira em minha cabeça a denunciar um prazo.
Dentro de mim perlustro imagens ao acaso,
E às velhas ambições indomáveis me rendo.

Não é minha essa estrela entre tantas estrelas,
Nem é meu esse céu pintado de cobalto.
Outras constelações surgem no amplo cenário.

Quantas almas irmãs! Feliz estou por vê-las!
E essa estrada sem fim tem luzes por asfalto,
– Como anseio seguir por tal itinerário!

10.11.2008

v v v v v v v v v

Paris

Coração de Paris. A passos lerdos ando
Em êxtase de luz. Sinto a velha nobreza
De Luiz XVI oculta, se esgueirando,
Enquanto um batalhão entoa a Marselhesa.

Buscando alçar o céu, Dumont está brilhando:
Contorna a Torre Eiffel com pompa e com realeza.
A Vida corre lerda... há um jovem suspirando;
Nas Tulherias sonha airosa camponesa.

Canhões troam no céu que iluminado brilha!
São os fachos de luz que explodem a Bastilha
Enquanto Robespierre ruge como um canhão.

Há luzes em Paris e nas margens do Sena
Cuido ouvir de Jersey, também de Santa Helena,
Os Miseráveis de Hugo e a voz de Napoleão!

10.11.2008

v v v v v v v v v

Para um Príncipe

Poeta, Amigo, Irmão! Oh, Príncipe divino,
De joelhos aos teus pés receba a minha prece,
Quem vem no verso azul de um longo alexandrino,
Para, com gratidão, exaltar quem merece.

Sob os caipiras céus de inspiradora messe,
A benção me consagre, oh, grande Mestre Lino.
Da vida por viver minh’alma não e esquece,
Pois tu puseste a luz do verso, em meu destino.

De coração aberto eu e ofereço agora
Codornas e inhambus dos campos de Santana,
E um pintassilgo a rir nas sebes da campina.

Que brilhe sempre o Sol em tua vida afora,
Oh, Príncipe imortal dessa terra caiana,
Oh, Príncipe imortal da Noiva da Colina.

26.11.2008

v v v v v v v v v

Maria Lúcia Krügg

Dedilha com amor este nobre instrumento
Que apaixonado, Deus, moldou em teu destino.
No teu arco prendeste, Artista, o Firmamento,
Tal como Paganini em êxtase divino.

Faz que as cordas febris, num sonho palestino,
Anunciem a Luz num sagrado momento.
Prende a glória, a emoção e a vida ao teu violino,
Fazendo corações cirandarem ao vento.

Há um prelúdio de paz, um alegro cantante,
E a vida vibra, pulsa, explode, anseia, estua,
Numa paixão feroz no teu riso de astúcia.

A Musa pulsa em ti neste sagrado instante.
Delirantes paixões vibram à luz da lua,
Quando fazes ecoar o teu violino, Lúcia.

19.12.2008

v v v v v v v v v

Traição

Meus passos de fantasma erram na madrugada,
Tentando compreender com a mente em torvelinho.
À frente a Imensidão soturna, abandonada,
Sem um ramo sequer para construir meu ninho.

Atados – mãos e pés, não posso fazer nada!
É imensa a multidão, mas sinto-me sozinho.
A voz para falar está presa, travada,
Impedem-me também que siga meu caminho.

Ao longo da jornada eu semeava a Esperança;
Plantei a Paz e o Amor, a Bem-aventurança,
Mas inimigos maus, com o demo por apoio,

Fustigaram com fogo os meus sonhos dourados!
E hoje, por onde eu vá vejo em todos os lados,
Os sonhos que plantei encobertos de joio.

03.01.2009

v v v v v v v v v

No silêncio

Eis agora o silêncio, eis o silêncio frio,
Após densa, feroz e negra tempestade.
Agora a mansidão, o infinito vazio,
O olhar perdido além, abismal ansiedade.

Silêncio e solidão, o olhar longe, erradio,
Uma espera, talvez, absorta liberdade.
Sem ânsias para o voo, o desejo vadio,
O escuro, e a noite, e o nada, e o sonho atrás da grade.

Nada posso fazer. Há silêncio por tudo.
Descansa o pensamento e permaneço mudo.
O sol destila a luz mas na treva me oculto.

Chega a noite. Estou só. Eu e os silêncios juntos.
(– Se estivesses aqui quantos novos assuntos...)
Passa uma sombra. Nela imagino o teu vulto...

18.02.2009

v v v v v v v v v

Incógnita

Procuro decifrar nos versos que fabrico
O segredo que envolve o mundo da Poesia.
Imito a sabiá, imito o tico-tico,
Porém jamais decifro essa grande alquimia.

Dentro d’alma a Poesia em salmos glorifico,
Que Ela é a razão maior da minha fantasia.
Ela me faz feliz e me deixa mais rico,
Também me faz vencer os percalços do dia.

Sou súdito menor dessa razão da Vida!
Traço em versos meu mundo e dentro dele sonho
E firme ponho os pés nessa sem fim estrada.

Que a Poesia de fato é uma glória florida,
E em cada verso teço o tálamo risonho,
Onde irei descansar ao fim dessa jornada.

20.02.2009

v v v v v v v v v

Delírios supremos

Quarenta anos de estudo, análise e pesquisa,
Tentando compreender o mundo da Poesia.
Imensurável sonho, ofegante agonia,
E a Palavra bailando em concertos de brisa.

A métrica, a cesura, a rima e a atroz porfia
De arquitetar o verso em cadência precisa.
E o pensamento coeso, e de forma concisa,
A estrofe refulgindo, a ideia em melodia.

A obra se decompondo em delírios supremos,
Num insano sofrer de buscas estonteantes,
À frente – o imenso mar! e as Palavras – por remos!

E nos transes de luz mil sonhos ofegantes!
Mas o Poeta preso em esgares extremos,
Sente que os versos seus tem futuros errantes.

30.03.2009

v v v v v v v v v

Em nome da Poesia

Em nome da Poesia ao mundo hoje ofereço
Carinho, paz, amor, ternura, graça, afeto,
Um coração sincero envolvido no apreço,
Um olhar puro e bom à imperfeição discreto.

Em nome da Poesia os meus versos projeto
Na cadência da paz que em minha vida teço.
Um sorriso sincero em minh’alma arquiteto
E a quem eu quero bem, na vida não esqueço.

Em nome da Poesia urdo e tramo o meu verso,
Canto a Esperança azul que os olhos extasia
E procuro sorrir com o Amor no peito imerso.

Em nome da Poesia eu vivo cada dia,
E o Arquiteto Maior deste grande Universo,
As Musas me oferece – em nome da Poesia!

30.03.2009

v v v v v v v v v

Chama eterna

Quando pego a caneta e em transe e em sentimento
As palavras, em fogo, enchem a minha mente,
E em turbilhão de lava explodem num momento
Parecendo frigir de ferro fluorescente,

As ideias aprumo em febre, num repente,
E o verso toma forma e eclode como vento.
E em frenesi feroz, fantástico, fremente,
Consigo coordenar no instante, o pensamento.

Na folha em branco bordo as palavras que rugem
E no instante, Poeta, acordo as Divindades
Que descansam em Pindo em deleite profundo.

À Palavra moldada inexiste ferrugem.
Pois ela irá viver por mil Eternidades,
E em cada vida além que ainda não veio ao mundo!

31.03.2009

v v v v v v v v v

Eterna Primavera

Se recebi de Deus o Dom puro e divino
E a Arte da inspiração para compor meu canto,
É sagrado o dever de traçar meu destino
E domar a palavra em todo o seu encanto.

Por isso sou Poeta e não me causa espanto
Quando, dentro da mente, o verso purpurino,
Justo e perfeito brota e a estrada – flavo helianto,
Modulo na amplidão de um belo Alexandrino!

Sou feliz! cada verso amalgamado em ouro
Para mim tem luz própria e ilumina-me a vida
E os rumos para achar o largo ancoradouro

Onde o grande final desse prazer me espera.
E espero que essa estrada encontre-se florida,
E que ela me conduza à eterna Primavera.

15.04.2009

v v v v v v v v v

Um novo dia

Um novo dia surge. A Leste o Sol irrora
Em eflúvios de luz. Sombras claras, compridas,
Atapetam o chão para passar a aurora
Quem vem nos abraçar e à Vida dar mais vidas.

Límpido, o céu azul a imensidão explora:
Há brilhos de cristais em gotas coloridas.
Luzes, cores, mil sons... logo o orvalho evapora
E o soberano Sol traz explosões suicidas!

O homem trabalhador vai para a sua messe
E como Prometeu no Cáucaso, em su’ânsia
Acorrentado, sonha e faz a sua prece.

Em tudo jorra a luz... De distância em distância
O milagre da vida em glórias acontece
Enquanto pingam mel as flores em fragrância.

17.04.2009

v v v v v v v v v

O passado

O passado é passado, está enterrado e morto.
Se, traz recordação, tristeza ou alegria,
É barco que não mais retorna ao velho porto,
Navega em alto mar em sua fantasia.

O dia que se foi em seu caminho torto
É velho olhar mirando atroz melancolia.
E muitas vezes eu, calado, triste, absorto,
Busco dele encontrar uma ilusão vazia.

Aos dias que virão rebrilha uma esperança,
Planos fenomenais ardem em nossa mente
E atropelamos tudo o que nos atrapalha

Para alcançarmos logo esse sonho criança...
Porém, talvez não venha o amanhã refulgente,
E nem sintamos dele o seu fogo de palha.

17.04.2009

v v v v v v v v v

Glória suprema

Sou Poeta. Carrego às costas o árduo fardo
De cantar a Verdade e somente a Verdade.
E no canto feroz por muitas vezes ardo
Pois eu sinto faltar no canto suavidade.

À flor da pele vibra a emoção; à piedade
Não consigo fugir, que esta é a sina do Bardo!
Porém, para cantar falta serenidade
E o instante de Razão a mim não há resguardo.

Em honra desta vida ergo a taça espumante!
Porém vibra a Ilusão de maneira constante,
E nesse atroz dualismo eu me afogo num rogo.

Se é uma glória suprema a muitos ser Poeta,
A mim nada mais é do que uma glória abjeta,
Quando a deusa Satã me queima com seu fogo.

22.04.2009

v v v v v v v v v

Templo
(Aos Am:. Ir:. da A:. R:. L:. S:. Esplendor)

Eis me à porta do Templo, onde a Sabedoria
Junto à Força e à Beleza, alicerçam a Vida!
Onde o Grande Arquiteto ilumina o meu dia,
E a alma, qual pedra bruta, é limada e polida.

Eis me à porta do Templo, onde a Luz é alquimia!
Onde tantos Irmãos vivem a Paz florida.
O olhar que tudo vê é glória que irradia,
A orla dentada molda a força destemida.

Com passos de Aprendiz adentro nesse Templo,
A abóbada celeste a minha Alma ilumina,
Serenidade e paz com meus olhos contemplo.

E do centro da Terra à Imensidão celeste,
Do Norte ao Sul, da luz do Leste à sombra do Oeste,
Nesse Templo é que busco a Verdade divina!

24.04.2009

v v v v v v v v v

Juventude liberta

Esses jovens que vejo andando pobres, feios,
Usando velhos jeans rasgados, desbotados,
Falando palavrões, gritando desbocados,
Parecem não sonhar, também não ter anseios.

Com tatuagens no corpo e piercings como arreios,
Filhos de mãe solteira ou de pais separados,
Analfabetos quase, eles são uns coitados,
Vivem sem ilusões frequentando rodeios.

Vivem aqui e ali sem certo paradeiro,
Com gírias de mau-gosto inarticulam frases
Difíceis de entender em tal vocabulário.

São jovens do Brasil que sonham o estrangeiro...
Desfrutam no presente um enganoso oásis,
Para ter no futuro um viver proletário.

17.06.2009


Ésio Antonio Pezzato

1 COMENTE AQUI:

Anônimo disse...

Data: 17/11/2009, 13:48:37
Nome: Rosianne
Parabéns,você é realmente um grande poeta!
A cada vez que leio algo escrito por você fico maravilhada você sempre se supera!
E tudo que escreve é perfeito!
Me sinto orgulhosa por conhecer esse poeta maravilhoso que você é por te lo como meu amigo!
Um abraço e muito sucesso sempre!!!

Minha Ana Maria e Sissi

Apresentação Poema "O Evangelho Segundo Judas Ish-Kiriot" Loja Maçônica Acácia Barbarense

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