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4 de dezembro de 2009

FLORES SECAS - Sonetos Alexandrinos (cont)





Silvinha sapeca

Depois que começou as aulas de piano,
Esperta, sorrateira, ardilosa, sapeca,
Corpinho de ninfeta e rosto de boneca,
Começou a tramar um engenhoso plano.

Quando foi visitá-la o bonito Adriano,
Silvinha murmurou para si um eureka!
E correndo adentrou na vasta biblioteca
Sabendo não poder correr nenhum engano.

E ficou a teclar o sonoro instrumento
Até que o Adriano em ágil movimento
Tentou roubar-lhe um beijo... e ela disse: alto lá!

Não venha, não, com um beijo, eu quero é mais que um beijo!
Porém, para acender esse louco desejo,
Só-dou-se-mi-re-lá-em-ci-ma-do-so-fá!

01.06.1998


Para Ana Maria


O meu amor merece (em êxtases eu digo)
O melhor que possuo e posso dar... merece
Dentro em meu coração aveludado abrigo
E minha voz num canto a adormece-la em prece.

Mil canções de ninar, e cantigas de Amigo,
Dos tempos medievais, beijos de minha messe,
Violinos a planger quando segue comigo
Por campos de luar onde Vênus floresce.

Merece ter em paz, calma e serenidade,
Meu sorriso sincero e meu olhar que brilha
Quando a buscá-lo vai às ruas da cidade.

E feliz por lhe dar do que possuo tudo,
A vida para mim é eterna maravilha,
Quando num beijo ardente – eu permaneço mudo!

10.08.1998



Saudade

De ora em diante a saudade, a sepulcral saudade,
Irá entoar, tristonha, o seu macabro canto.
E dos olhos fará brotar amargo pranto,
Na mais forte, mas triste e em toda a intensidade.

E ela fará crescer a angústia – sem piedade,
Pois gosta de mostrar o seu cinéreo manto...
E quem sente esta dor (e ela dói tanto, tanto...)
Leva-a no coração e esquecê-la, quem há de?!...

Esta dor muita vez num instante aparece,
E fica em seu refrão como sentida prece
Porque se prende em nós em seus fortes agarros...

E esta saudade que hoje os corações consome,
E em nós põe tanta dor, eu chamo-a pelo nome:
– Myrtes Apparecida Adâmoli de Barros!

20.07.1999

Soneto para Antonio Zoppi
(Poeta da cidade de Americana, meu amigo)


Como Deus precisasse encontrar um Poeta
Que soubesse compor sonetos e baladas,
Veio à Terra buscar, nas altas madrugadas,
Um’alma que lhe fosse a mais pura e dileta.

Entre tantas de luz belas e apaixonadas,
Ele encontrou por fim aquela, a mais discreta.
E era tão boa e calma e tão linda e seleta,
Que contente a levou às plagas inspiradas.

E agora, na amplidão da imensa orla celeste,
O Universo parece etéreo e áureo diadema
Com as rimas de luz doirada que ele a veste.

E há uma constelação desta que nos seduz:
Cada estrela é uma estrofe, o verso de um poema,
É o grande Antonio Zoppi arcoirizado em luz!

01.09.2000


O Telefone
(À ultrajante invenção do telephone!)
(Augusto dos Anjos)


Entre um telefonema e outro telefonema
(Oi, Esio, como vai?) Escrevo uma poesia.
Procuro me inspirar, buscar um velho tema,
Cantar a luz, o sol, a flor, a lua, o dia...

(Eu queria falar com a d. Maria)
E a poesia padece, oh, convulsão suprema!
(Desculpe, foi engano) ai, que imensa agonia,
Corta-se a inspiração, estrangulo o poema...

(É da casa do Pedro?) oi, quem está na linha,
O trem vem vindo...piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... e a eterna ladainha
Triiiiim, triiiiiiiiiim, triiiiiiiim, ai, meu Deus, que tremendo sufoco!

A folha em branco às mãos e embora me impressione,
Esta invenção genial chamada telefone,
Com certeza ainda vai (triiiiiiiiim, triiiiiiiim) deixar-me louco!

14.03.2001

Decepção

Sempre que a inspiração ataca o pensamento,
O Poeta procura escrever o que sente.
Paladino do Sonho, ele, em su’alma crente,
Que a doce inspiração não passa de um momento.

E pensa, escreve, pensa e escreve – como o vento,
A palavra se alastra e o verso incandescente
Preenche toda a folha e ele, todo contente,
Pensa então ter composto um belo monumento.

Depois, mais calmo, torna a reler todo o texto:
Procura eliminar os erros de cesura,
A métrica imperfeita e a rima sem contexto...

Quando sente afinal que tudo corrigido
Irá pô-lo no céu do prazer, da ternura,
Sente que o que escreveu foi um tempo perdido...

03.05.2001

A hora final

Quando um de nós chegar ao fim da longa estrada
A qual pensamos sonho e a chamamos de Vida,
Como haverá de ser a nossa despedida
Na hora que o triste adeus der fim a esta jornada?

E como irá viver sozinha e abandonada
A alma que aqui ficar sem su’alma querida?
Quem mais irá sofrer quando a certa partida
Ao embuste fatal não puder ser adiada?

E o silêncio há de vir na tristeza e no pranto,
A saudade há de ser vivida em cada canto,
E a voz há de calar por não estarmos juntos.

Porém, se eu fosse Deus, a todos os amantes
Eu não permitira houvesse tais instantes:
E faria dos dois na mesm’hora – defuntos!

03.08.2001

Os versos que faço

Às vezes tento por nos versos que fabrico
Gotas d’ouro de mel de inspiradas abelhas.
E quanto mais escrevo eu me torno mais rico,
Que as palavras são luz que brilham tais centelhas.

O verso é minha capa e as estrofes são telhas
Que protegem meu sono em locais onde fico.
As palavras reúno em rebanhos de ovelhas,
E com elas me aqueço e a Deus me glorifico!

Meu verso é puro, é claro, e sonoro e percebo,
Que se transforma em água e é doce e cristalino,
É meu terno elixir quando na fonte o bebo.

Bem mais que minha vida é o verso que ora teço,
Porque com ele em mim desvendo o meu destino,
E a quem eu quero bem, com amor o ofereço.

21.05.2002


Viver o Amor

Quero viver o amor em sua intensidade
Em seu vigor total momento após momento.
Quero cantá-lo ao mar, às montanhas, ao vento,
Às florestas sem fim, aos campos, à cidade.

Quero viver o amor em sua austeridade,
Ser-lhe um servo fiel, cumprir-lhe o mandamento,
Quero cantá-lo firme, e forte, e ser sustento,
Para fazer valer sua santa verdade!

Quero viver o amor de homem e de menino,
E fazê-lo florir através do destino
E cumprir-lhe à razão dentro da própria vida!

Quero viver o amor instante após instante,
Dar-lhe meu coração e ser-lhe eterno amante,
Para poder morrer tendo a missão cumprida!

11.07.2002

Teresa


Teresa – um sonho azul que se perde a distância
E põe no coração um misto de ansiedade.
Uma ternura absurda, uma palavra em ânsia,
Um apelo a chamar pela voz da saudade.

Teresa – uma esperança, uma doce fragrância,
Uma voz a cantar na sombra de uma grade.
Vontade de voar o país da distância
Para poder sonhar doce serenidade.

Um vulcão arde aqui, acolá queima a chama,
Uma voz diz espera e também diz que me ama
E eu entro nesse sonho e imerso na certeza

Sei que irei abraçar essa mulher divina,
E ela irá povoar, qual dócil bailarina,
Meus desejos de amor. Desejo-te, Teresa.

21.08.2003

Plantação

Planto em meu coração sementes de esperança
Para me reflorir em sonhos de ternura.
Com amor vou fazendo a terna semeadura
Na alegria fugaz de uma doce criança.

A alegria que sinto é tão forte e tão pura,
Que minha mão febril para bem longe lança
As sementes de luz e, nessa doida dança,
O meu céu se ilumina em transe de ventura.

E de cada semente uma estrela aparece
Nesse êxtase de amor a minh’alma em quebrantos
Cai de joelhos ao chão e murmura uma prece.

Amor, sonho, paixão... em delírios e encantos
Chove estrelas no céu e a terra se parece
Imenso roseiral entoando ternos cantos.

29.08.2003

Thales Castanho de Andrade

Se Thales não cresceu e sempre foi criança,
Por que tivemos nós de nos tornar adultos,
Perder do coração a efêmera esperança
E dos sonhos pueris esmagar nossos cultos?

Hoje dias sem sol nublam nossa lembrança
E fantasmas de dor arrastam os seus vultos.
A ciranda morreu e sepultou a dança,
Nossos sonhos azuis hoje seguem ocultos.

Se Thales mesmo adulto era um simples menino
E de cores povoou nossos sonhos dourados,
Em qual atalho foi que erramos o destino,

E crescemos sem fé, entre dores e miasmas,
Sem sorrisos de sol e sem sonhos alados,
E colamos em nós, máscaras de fantasmas?

09.10.2003


Sonhos cruéis

Se os sonhos são somente e eternamente sonhos,
E deles somos nós personagens dementes,
E, horas cheios de luz, neles somos risonhos,
Para sermos depois decrépitos, descrentes:

Se, acreditamos ser horríveis e medonhos,
Fantasmas sepulcrais de gritos contundentes,
Muitas vezes, também, neles somos tristonhos,
E termos a mostrar ódio e ranger de dentes.

E se os sonhos cruéis invadem nossa vida,
E o pavor nos devora e em crises entorpece,
Um sorriso por certo é uma luz esquecida.

Mas o despertador do letárgico sono,
A noss’alma dá vida em despertar a prece,
Para tirar da treva a sombra do abandono.

12.10.2003



Ésio Antonio Pezzato


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