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4 de dezembro de 2009

FLORES SECAS - Sonetos Alexandrinos (cont)



Submissão

Continuas a ser com teu silêncio, a Musa
Quer urdes com solidão, os versos que componho.
Basta-me te lembrar e a inspiração acusa,
E ponho-me a compor retalhos deste sonho.

Para a felicidade a minha mente te usa
E passa a idealizar um caminho risonho.
Mas para a minha dor transformas-te em Medusa,
E para a solidão meus passos, triste, ponho.

Se pudesse existir no meu mundo uma grade
E à perpétua prisão terias, e em verdade
Serias condenada, e eu supremo Senhor,

Iria te prender com douradas algemas,
E para meu prazer em glórias mais supremas,
Iria ser teu Rei, Senhor de teu amor.

23.03.2004

Sonhos de ilusão

Se existiu no passado ardente fantasia,
Neste presente vibra a dor deste abandono.
Dias atrás um sol de verão que fulgia,
Agora a solidão de um sepulcral outono.

Para ti dediquei versos numa poesia.
Primavera – sonhei na languidez do sono.
Hoje a noite que chega é letárgica e fria,
E sei que já não sou da tua mente – o dono.

Esquiva tu fugiste e me escondeste o rosto,
E eu – inverno glacial – sem trono e sem cajado,
Sou Senhor da Ilusão não impondo respeito.

Mordo o sonho e o sabor de amargo e ácido gosto
Desta batalha atroz me mostra derrotado,
E a lança desta Dor penetra no meu peito.

23.03.2004


Portal da sombra e do esquecimento

Sabia que esse adeus, mais dia menos dia,
Viria povoar minha triste ilusão.
Não sabia, porém, quão fúnebre seria,
Os acordes de dor dentro do coração.

Por ser Poeta posso usar a fantasia:
Sonhar dias de sol de um eterno verão.
Contudo existe o inverno e a pálida agonia
Que me faz ser comum frente a impávido não.

És um sonho, uma sombra, uma ilusão qualquer,
Desconhecido rosto a sorrir sem que eu veja,
Anjo que idealizei em forma de Mulher.

Se já pude sonhar hoje posso sofrer.
E se minh’alma em fogo e em transe te deseja,
Posso bem te esquecer sem precisar morrer.

23.03.2004


Solidão

Sinto explosões de sóis sacudir-me as entranhas!
E reverberações da luz em meus olhares.
Sobre meu corpo caem catedrais de montanhas,
Invadem a minh’alma a água dos cinco mares.

Sinto sobre meu ser as forças mais estranhas,
Calam a minha voz mordaças seculares.
Sou presa fácil para a teia das aranhas,
Sinto-me ser Sansão amarrado em pilares.

Nada posso fazer... o mistério quem vence-O?
Vocábulos não tenho e não sou arquiteto
Para poder construir castelos com meus sonhos.

A voz da solidão não preenche o meu silêncio.
Para poder prender-te eu não possuo teto,
E convivo-me só com fantasmas medonhos.

23.03.2004


Dos sonhos

Não. O sonho não é maior que a realidade.
Ele é insano e cruel, faz sofrer e magoa.
Prende nossa razão na mais ríspida grade
E é canto funeral que acidamente soa.

O sonho é ínfimo e vão e pleno de maldade.
Conduz nosso viver qual sobre a água a canoa
Que vaga sem destino... ele não tem piedade.
Se, tentamos domá-lo insensato ele voa...

O sonho me faz ser pobre poeta triste.
Eu sei que o sonho é bom, eu sei que o sonho existe,
Mas não posso com as mãos cheias de ânsias prendê-lo.

Assim deixo-o partir como as asas errantes,
E eles todos se vão voando plagas distantes,
Deixando em seu lugar, horrível pesadelo.

24.03.2004


Alvorada campesina


Mal a manhã no céu risca festões dourados,
A vida na fazenda em delírios se agita.
Mugem no pasto os bois, em poéticos bailados,
As aves vão e vêm enquanto um galo canta.

A relva úmida e fria imprime pés gelados
– Marca preocupação que parece infinita.
De mãos dadas o Amor, passos apaixonados
Contempla com prazer a paisagem bendita.

Calmo, o alazão se achega em busca de carinhos,
Recebe a montaria e visita caminhos
Num poético trotar... e paz fere a magia.

Silenciosa caminha a Amada com seu Dono,
Ela sabe, porém, não estar no abandono,
Que uma voz de comando é luz para o seu dia.

23.04.2004




Ésio Antonio Pezzato



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