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19 de dezembro de 2009

GLOSA



Glosa

Diz velha sabedoria:
Quem cala sempre consente.
Dentro da minha Poesia
Sou silêncio num repente.
(E. A. P.)

De frente a ataques calar-se
Sempre revela bom senso.
Eu por isso às vezes penso
E uso o riso por disfarce.
Muito embora a alma se esgarce
Dou revides de ironia.
É minha maneira fria
De silenciar frente a tudo.
Ser prudente é ficar mudo
Diz velha sabedoria.

Isso não diz, com certeza
Que aceito o golpe da faca.
Se minha voz não ataca
E o rosto mostra rijeza,
– Sou assim por natureza
Mostro sempre estar contente.
Tanta gente, tanta gente,
O golpe sempre revida,
Mas digo com voz fingida:
Quem cala sempre consente.

Nos versos mostro a alma nua,
Porém, me envolvo em segredo.
Não digo que sinto medo.
Se disfarço olhando a lua,
Se ao léu vago pela rua
Não é por hipocrisia,
Porém, no meu dia a dia
Me oculto, sim, por inteiro,
Sou Poeta verdadeiro
Dentro da minha Poesia.

Não me critiquem por isso
A pérola dentro da ostra
Somente pronta se mostra
Portanto em meu compromisso
Com palavras nunca atiço
O fogo que brota ardente.
A verdade é transparente
Não precisa se mostrada.
Assim, não digo mais nada:
Sou silêncio num repente.

11.04.2008



Glosa


Por ternura, por meiguice,
Por amor e por vaidade,
Sou idosa sem velhice,
Não perdi a mocidade
(Sinda Vélez Mendes) Ervedal, Portugal


Minh’alma em delírios canta
Estribilhos de cantigas,
E como as aves amigas
Com diamantes na garganta
Na imensa paixão se encanta
Em sua tagarelice.
E nos seus sonhos de Alice
No cantar põe rendilhados,
Põe brilhantes encantados,
Por ternura, por meiguice.

Minh’alma é feliz na vida,
No amor que em êxtase sente,
Na ventura se faz crente
Tece trama colorida.
Por mais vida a ser vivida
Cria cantos de verdade,
Põe rimas de suavidade
Em todos os seus caminhos,
E põe ternura nos ninhos,
Por amor e por vaidade.

Minh’alma toda vaidosa,
Sente-se ainda menina,
E em passos de bailarina
Saltita alegre, formosa,
E com frases cor-de-rosa
Mostra sua faceirice.
Por tudo sente crendice;
E diz-me toda sorriso
Como a crer no Paraíso:
Sou idosa sem velhice.

Minh’alma não vê, por certo,
Do tempo o correr insano.
Vão-se as ondas do oceano
E as areias do deserto.
Frente ao viver amplo, aberto,
Pulsa e vibra de ansiedade.
Mas toda serenidade
Em meus olhos fita fundo
E diz num sonho profundo:
Não perdi a mocidade.

11.02.2009



Glosa

Por ternura, por meiguice
Por amor e por vaidade,
Sou idosa sem velhice,
Não perdi a mocidade.
Sinda Vélez Mendes (Ervedal, Portugal)

Os anos passam voando
Tal qual os sonhos de glória.
Passado se faz história
Que ficamos recordando...
Os sonhos passam num bando
De aves em tagarelice,
Morre a fé, finda a crendice,
Porém, n’alma glorifica
A saudade bela e rica
Por ternura, por afeto.

No precipício a esperança
Se agarra nos verdes ramos.
E ingloriamente sonhamos
Com farrapos de lembrança.
Mas o tempo a valsa dança
Em alta sonoridade
Seus acordes de saudade.
Passa a vida, voa o tempo,
As ramas secas eu empo
Por amor e por vaidade.

A minha vida... quem dera...
O vendaval trouxe o inverno...
Já não há um sonho terno
Nem flores na primavera.
E a vida em sua quimera
Não tem semente que vice,
Porém, se um dia eu a visse
Aportar-se na minh’alma,
Diria serena e calma:
Sou idosa sem velhice.

Mas o tempo corre insano...
Quem ultrapassa-o, quem vence-o?
Perdido neste silêncio
Me torno um rei soberano...
Não acredito no engano
E em fatal serenidade
Redijo minha verdade
E aos quatro cantos do mundo
Brado num eco profundo:
Não perdi a mocidade!

13.02.2009


Glosa

(em Casimiro de Abreu)


É curta a quadra da infância,
Dura somente um momento.
Passa leve, como o vento,
Depois, se esvai na distância.
Mas fica a eterna fragrância
Que ainda no olfato retenho.
É morto tão belo engenho,
Mas quando com versos pinto
Esse momento já extinto,
Oh! que saudades que tenho!

O tempo era de inocência
E repleto de segredos.
Quantos sonhos, quantos medos,
Quanta falta de prudência.
Mas inadvertida ciência
Deixou-a descolorida,
E fraca ficou retida
E o quintal apequenou-se.
Quanta lembrança tão doce
Da aurora da minha vida.

E cresci, tornei-me adulto,
A voz ficou diferente.
Tudo se foi num repente
Tal qual um profano culto.
O riso ficou oculto
Nalguma esquina perdida.
Deparei-me com a Vida
Toda repleta de enganos.
Como eram doces os planos
Da minha infância querida

O desespero nefasto
Deixou-me tristonho, mudo.
Olho ao redor e por tudo
Vejo um sonho morto e gasto.
Tristonho, os passos arrasto
Mas são passos sepulcrais.
Ai, no peito dói demais
– Como constantes castigos,
A memória dos amigos
Que os anos não trazem mais.

Mil brincadeiras variadas
A turma toda fazia.
Havia mesmo magia
Nas tardes ensolaradas.
Lembranças tristes, malvadas,
Num momento em tudo infesta;
Da infância saudosa resta
Desesperadas lembranças.
Mas quando éramos crianças,
Que amor, que sonhos, que festa!

A Inocência tinha nome
E a chamávamos de sonho.
Em cada rosto risonho
O sorriso se consome.
E ainda parece dar fome:
Ai, doces tardes festeiras,
Dispostos, e sem canseiras,
Andávamos pelo mato,
Ai, lembranças do regato,
Naquelas tardes fagueiras.

O cansaço não havia
E o tempo era sempre curto.
Adulto, hoje, às vezes furto
Alguns instantes do dia
E recordo na Poesia
Aquelas tardes inteiras,
Fantásticas brincadeiras...
Mas se o cansaço chegava
Noss’alma ficava escrava
À sombra das bananeiras.

Em silêncio verto o pranto
Daquela quadra formosa.
O sonho foi cor-de-rosa
Mas terminou tal encanto.
E n’alma ainda vibra o canto
Dos acentos imortais.
Mas, oh, coração, tu vais
Aquietar-se na fragrância
Daquele tempo de infância,
Debaixo dos laranjais.

26.02.2008


Décimas para um desafeto


Homem baixinho, homem-metade
Coisa ridícula soltar
A sua sânie tumular
Promíscua de ferocidade.
À sua baba de maldade
Em vão você tenta exibir,
Mas eu no escárnio fico a rir
E no deboche solto um canto.
Bobo da corte lhe garanto:
Você vai ter que me engolir.

Se homem inteiro você fosse
Lhe aplicaria uns safanões,
Sendo da raça dos anões
Liliputiana mãe o trouxe
Num lupanar, num tredo alcouce,
Porque não sabe onde seguir.
Porém, no escuro fica a ouvir
A voz materna em gozo tanto
Sou eu que nela a verga planto
E ela também vai me engolir.

Você não manda nem desmanda,
Também em mim, não manda, não.
Eu fico a rir de gozação,
Soltando minha sarabanda.
Enquanto vai passando a banda
Você procura se exibir,
Para que um dia, no porvir,
Você, talvez, seja lembrado,
Mais deixo aqui no meu recado:
Você vai ter que me engolir.

12.03.2009


Glosa

Quando um tico-tico canta
Minha vida é assim, assim,
Vem-me um soluço à garganta,
Sinto saudade de mim...
(Lino Vitti)



Tudo passa nesta vida
Com veloz ferocidade.
Hoje, preso na cidade
Trago a lembrança sofrida,
De uma lembrança querida
Que me cobra – tola manta! –
E o coração acalanta.
E rememoro saudoso
Aquele tempo saudoso
Quando um tico-tico canta.

Hoje em liberdade preso,
Sinto, patético, triste,
Que não mais na vida existe
Aquele sonhar aceso.
A saudade como peso
Parece que não tem fim,
Quando escuto no jardim
O passarinho inocente
Cantando continuamente
Minha vida é assim, assim...

A água pura e cristalina
Do regato ao céu brilhante
Era um convite constante
Para a infância bailarina.
Mas hoje tudo se inclina,
E essa visão me espanta:
O tico-tico na planta
Cantando despreocupado
E fico logo magoado,
Vem-me um soluço à garganta.

Ah, querida mocidade,
Oh, vívida juventude,
Corre o tempo, a vida ilude,
Tudo torna-se saudade.
Tudo o que era alacridade:
Canto, alegria, festim,
Trinar de papa-capim,
Acabou-se num solfejo,
Pois hoje, quando me vejo,
Sinto saudade de mim.

27.02.2009


Esio Antonio Pezzato



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